Algumas frestas na tolerância pelos muçulmanos na América

Muçulmanos são discriminados nos Estados Unidos

| 12/05/2004 - 00:00

Agências do governo são acusadas de maltratar muçulmanos resistentes no país

Agências do governo são acusadas de maltratar muçulmanos resistentes no país


Entre todas as acusações sobre os abusos da América aos direitos humanos no Iraque e na baía de Guantánamo, os defensores do governo sempre apontam para a geral falta de discriminação contra os muçulmanos nesses países. Depois do 11 de setembro, George Bush saiu em defesa dos muçulmanos americanos. Contudo, estão crescendo as queixas sobre maus tratos e discriminação na América.

A última evidência vem do Conselho sobre Relações Americano-Islâmicas (CRAI). No ano passado, esse grupo de direitos civis recebeu 1.019 relatos confiáveis de discriminação anti-muçulmana - comparados a apenas 602 em 2002. Os incidentes, detalhados num relatório publicado esta semana, vão de difamação religiosa e recusas por escolas e empregadores em permitir que mulheres usem o hijab (lenço de cabeça), a pessoas vandalizando mesquitas e ataques físicos a muçulmanos. Uma terceira queixa citou agências do governo, como a polícia, como a parte ofensora, e quase 25% dos relatos vieram da Califórnia.

O aumento se deve parcialmente ao amplo monitoramento da CRAI de tais queixas. Mas Mohamed Nimer, diretor de pesquisa da organização, acha que o aumento é em grande parte atribuível a outros fatores, incluindo a guerra no Iraque e à retórica anti-muçulmana, particularmente do direito religioso e sobre programa de rádio. O relatório critica também a Lei Patriota Americana, principal lei antiterrorismo da administração Bush, que muitos muçulmanos alegam ser discriminatória.

A raiva entre os muçulmanos americanos precisa ser comparada com muitas coisas - não é pior do que os abusos aos direitos humanos nos países dos quais muitos muçulmanos americanos fugiram. Pelo menos anedoticamente, parece haver um lado mais brilhante para a ansiedade da América a respeito do islamismo. Como diz Ashraf El Ezz, um americano-egípcio que vive em Lexington, Kentucky, mais americanos estão tentando aprender a respeito da religião através de visitas escolares a mesquitas e assim por diante; e mais muçulmanos americanos estão aprendendo a organizar-se politicamente. Seus votos serão muito procurados depois de novembro.

(Este artigo foi transcrito da revista The Economist de 6 de maio de 2004) 


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