Acordo de paz não é prioridade na Colômbia

Apesar do aumento da violência no país, governo não faz o necessário para colocá-lo em prática

| 16/02/2022 - 08:00

Líderes de igrejas e grupos cristãos na Colômbia são vítimas de monitoramento sistemático, sequestros, ameaças, extorsões, deslocamento forçado e mortes

Líderes de igrejas e grupos cristãos na Colômbia são vítimas de monitoramento sistemático, sequestros, ameaças, extorsões, deslocamento forçado e mortes


A violência e a insegurança na Colômbia aumentaram, apesar das medidas de contenção da COVID-19. Isso fez com que as guerrilhas tirassem vantagem da crise para se fortalecer e expor as grandes falhas da implementação do acordo de paz. Essa é uma questão cada vez mais urgente já que grupos criminosos agora podem atuar com impunidade garantida pois ganharam controle territorial ainda maior. Isso também aumentou o risco das atividades cristãs serem prejudicadas em áreas onde a guerrilha e outros grupos criminosos agem como única autoridade.

Apesar dos esforços iniciais na implementação do acordo de paz das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), quase cinco anos após a assinatura, dissidentes das FARC, membros do Exército Nacional de Libertação (ELN) e outros grupos de guerrilha lutam pelo controle de regiões inteiras a fim de conduzir atividades ilegais. 

Esse contexto tem levado líderes de igrejas e grupos cristãos a serem vítimas de monitoramento sistemático, sequestros, ameaças, extorsões, deslocamento forçado e mortes. Também ocorrem ataques a prédios cristãos e ameaças diretas contra filhos de pastores, como violência sexual ou recrutamento forçado. Essas medidas são especialmente dirigidas a cristãos que se opõem ativamente a atividades criminais, falam em defesa dos direitos humanos, pregam a combatentes e civis, conduzem atividades de oração em áreas violentas e desencorajam jovens a se unir a grupos criminosos. 

Aumento da vulnerabilidade

A instabilidade no serviço de saúde e na sociedade em geral, gerada pelo gerenciamento da crise da COVID-19 pelo governo, tem afetado principalmente grupos que já eram vulneráveis, como povos indígenas, defensores de direitos humanos, líderes religiosos e sociais, migrantes e cidadãos de baixa renda. 

Com frequência, isso os deixa à mercê de criminosos que exercem controle de certas áreas do país. Quando cristãos são vítimas de crimes, a fé em Jesus na maioria das vezes não é reconhecida pelas autoridades como sendo a principal causa da vulnerabilidade.

Embora o olhar crítico da sociedade esteja direcionado a qualquer tipo de ação na esfera pública, a intolerância aumenta quando se trata de grupos cristãos, principalmente ao considerar que tenham conexões com círculos governamentais ou estejam em busca de representação política. Apesar de toda a ajuda humanitária realizada por igrejas durante a crise da COVID-19, a situação não melhorou.

Socorra cristãos indígenas

Ao se converterem, cristãos indígenas colombianos são forçados a deixar o emprego e abandonar o local onde vivem. Eles necessitam de apoio material, emocional e espiritual para criar raízes em Deus e resistir à perseguição. Com uma doação, você colabora para que cristãos indígenas recebam socorro e permaneçam em Jesus.


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