Perseguição aos cristãos no Níger acontece desde o século 7

| 20/01/2015 - 00:00


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O cristianismo chegou ao Níger no século 7, quando cristãos berberes migraram para o sul depois de serem expulsos do norte da África por militantes do islã emergente. A Igreja no país é pequena e enfrenta uma enorme pressão do islamismo, religião oficial do Estado e de cerca de 98% da população local. 

Localizado na porção centro-oeste do continente africano, o Níger não possui saída para o mar, faz fronteira com a Líbia (ao norte), o Chade (a leste), a Nigéria (ao sul), Benin e Burkina Faso (a sudoeste), o Mali (a oeste) e a Argélia (a noroeste). Das nações citadas, quatro (Líbia, Nigéria, Mali e Argélia) constam na Classificação da Perseguição Religiosa 2015, pesquisa atualizada anualmente pela Portas Abertas e que lista os 50 países mais opressores aos cristãos. O próprio Níger já ocupou a 50ª posição no ranking, em 2014.

Assim como em diversos países da região, o extremismo islâmico praticado por grupos como o Boko Haram e outras frentes do radicalismo religioso oprimem os cristãos diariamente. Notícias como a do final de semana, em que pessoas morreram unicamente por causa de sua fé, acontecem quase que semanalmente. A maioria delas não é noticiada pela mídia, outras nem chegam ao conhecimento de quem está fora do país.

Em conversa com a Portas Abertas, um pastor brasileiro*, responsável por uma das bases missionárias destruídas no Níger, em contato com cristãos que atuam no país (alguns desde 2001, outros desde o ano passado) afirmou: “Eles fugiram da base minutos antes da base ser destruída. Queimaram 45 templos evangélicos, um pastor morreu.”

No ano passado, a Portas Abertas alertou que o futuro da Igreja no Níger é preocupante. Desde então, a dinâmica geral do país já apontava um potencial crescimento da pressão e violência contra os cristãos. Nessa semana, relatos revelam que a situação de fato merece atenção: “[Nossos missionários] estão escondidos, só com a roupa do corpo, almoçando apenas pão seco. Mas estão bem”, conta o pastor.

Além de casos de grande repercussão, como a manifestação de muçulmanos no Níger e em outros países contra as charges do profeta Maomé publicadas pelo jornal francês Charlie Hebdo, e que resultaram na violência extrema contra os cristãos, a hostilidade e pressão para implantação da Sharia (lei islâmica) em países por toda a África e o aumento do radicalismo islâmico no norte da Nigéria e do Mali também contribuem para o agravamento da situação religiosa no Níger.

*Nome não divulgado por motivos de segurança.

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