Países nos quais a situação religiosa melhorou em 2006

| 12/01/2007 - 00:00


A liberdade religiosa aumentou para os cristãos no Marrocos, Indonésia e Nepal.

33º - Marrocos

Recebemos mais informações sobre o país, as quais confirmaram uma relativa melhora na situação dos cristãos no Marrocos em 2006. Houve poucos interrogatórios de cristãos no Marrocos e, de acordo com contatos locais, a atitude do governo em relação aos crentes está mais liberal que no passado. Entretanto, conforme a legislação do Marrocos, ainda é ilegal evangelizar. Há, no país, igrejas católicas, ortodoxas e protestantes que são reconhecidas pelo governo, mas somente os estrangeiros podem freqüentar os cultos nessas igrejas. Aos cristãos do Marrocos, não é permitido participar desses cultos.

41º - Indonésia

Em áreas da Indonésia marcadamente islâmicas (e.g. Aceh, Java Ocidental e Sulawesi do Sul), os cristãos são submetidos a uma pressão muito maior que em outras regiões. O quadro geral no país é melhor, comparado aos últimos anos. Pelo fato de não termos notícia de novos prisioneiros e de somente uma pessoa (pastor Kongkoli) ter sido morta, a pontuação total para a Indonésia melhorou.

48º - Nepal

Este foi um ano notável para o Nepal. Em maio ocorreu um golpe contra o rei, e este perdeu todo o poder. O novo regime modificou a constituição, e o Nepal não é mais um reinado hindu. As igrejas reagiram com esperança, e esta aumentou quando o governo procurou um entendimento com os rebeldes maoístas no final do ano. Ambos estão no momento trabalhando intensivamente para criar uma nova constituição para o país. Os efeitos de todos esses desenvolvimentos somente serão conhecidos posteriormente. Entretanto, no ano passado, a igreja cresceu rapidamente, e não recebemos relatórios informando sobre qualquer forma de agressão contra os cristãos e as igrejas. Como resultado, o Nepal tem atualmente mais liberdade religiosa que há um ano.

Informações adicionais

Houve vários países cuja pontuação aumentou em virtude de havermos recebido mais informações sobre a situação local dos cristãos. Uma vez que o motivo para esse aumento não é necessariamente o fato de que a situação da liberdade religiosa para os cristãos piorou, optamos por não apontar essa mudança com uma redução ou um aumento de pontos para essa tendência. Esses países são o Catar, Omã, Tunísia, Emirados Árabes Unidos e Barein. Este último é também novo na Classificação deste ano.

Além disso, decidimos dividir o Sudão em Norte e Sul. A extensão da liberdade religiosa no Norte e no Sul difere consideravelmente. Igualmente, ambos as regiões têm no momento distintos governos e constituições. Essas circunstâncias justificam uma pontuação em separado em nossa lista. Pareceu que a pontuação para o Sudão do Sul é muito baixa para aparecer na relação, como também a das Filipinas, que este ano também não aparece em nossa lista.

A Chechênia é nova em nossa lista, e, nos anos anteriores, estava agregada à Federação Russa (repúblicas islâmicas que também incluem Kabardino Balkaria, Dagestão e Tatarstão). Nesse último ano, recebemos mais informações a respeito da Chechênia. Considerando-se a elevada incidência de perseguição aos cristãos nessa parte da Federação Russa, decidimos focalizar apenas a Chechênia. Há uma igreja muito reduzida nesse país, e os crentes enfrentam muitas dificuldades. Convertidos ao cristianismo enfrentam perseguições por parte de parentes ou de autoridades quando sua fé é descoberta. Há um intenso crescimento do islamismo, e seus seguidores encaram o cristianismo de forma muito negativa. Este ano, várias pessoas fugiram da Chechênia, porque o governo e as suas famílias descobriram que eram cristãs. Nenhum checheno pode mudar sua fé publicamente, e as mulheres, em especial,  enfrentam grandes dificuldades nessa área. Os cristãos tentam se manter discretos. Quando negligenciam em fazê-lo, o resultado é a discriminação e a perseguição. A maioria dos chechenos considera os cristãos como ortodoxos, e, portanto, russos. Um importante acontecimento está em curso, a reconciliação entre russos e chechenos.


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