Força da Luz

| 14/06/2005 - 00:00


Desde quando começou, há 50 anos, uma das decisões mais difíceis já tomadas por Portas Abertas foi a presença em Israel e na Palestina. Em 1970, quando a missão já existia há 15 anos e era conhecida pelo seu tipo de atuação, o fundador de Portas Abertas, Irmão André, foi convidado a conhecer cristãos da região.

Ele ficou em dúvida se atendia ou não ao convite e isso tinha a ver com as seguintes perguntas que fazia a si mesmo: "- Existe uma igreja naquele lugar? O que há para Portas Abertas fazer lá?" Sua primeira reação foi cética, pois, desde aquele tempo, tudo o que se lê, se ouve e se vê sobre aquela região fala de luta armada, terroristas, homens-bomba, corrupção e muitas outras coisas ruins.

Os problemas envolvem a luta pela terra, o confronto religioso, as rivalidades históricas entre judeus, muçulmanos e cristãos e, até, concorrências comerciais paralelas ao conflito maior.

O ministério de Portas Abertas é servir cristãos perseguidos e a missão não se desvia deste fim. Quando oportunidades interessantes de realizar coisas boas lhe são oferecidas, mas que não se encaixam na sua própria declaração de visão, a missão as repassa a outros grupos, procurando a missão cuja declaração de visão se mostre mais sintonizada àquela oportunidade.

Foi com esta perspectiva que Irmão André analisou o convite e a resposta não se mostrava simples, pois se podiam identificar diferentes veios de atuação: pacifista, auxílio econômico, apoio a refugiados, evangelismo e muitos outros  E, no entanto, nenhum desses sozinho acertava "em cheio" a visão de Portas Abertas.

Para ter certeza, tinha de ir lá. Graças a Deus, pois Irmão André acabou, como que, "pagando pra ver", foi até lá e muitas possibilidades foram descobertas. A partir da semana que vem, este espaço discutirá o que tem sido feito através de Portas Abertas na região.

Este momento se mostra propício pois em agosto de 2005 ocorrerá o lançamento do mais novo livro do Irmão André, chamado "Força da Luz" que, em quase 350 páginas, relata muitas dessas experiências. Como há mais ainda para ser falado além do que é coberto pela obra, espera-se que os artigos, além de despertar interesse pelo livro, contribuam para a compreensão de que é possível atuar na região sem fazer qualquer opção pelos lados em conflito. É possível, desde que se use a única força eficaz em situações caóticas como essa, aquela força descrita em João 1.5: a força da luz.

Douglas Monaco
Secretário Geral Portas Abertas Brasil


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