Tropas da União Africana devem se retirar em breve

Anúncio gera insegurança e preocupação diante do Al-Shabaab 

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A retirada de mil soldados da União Africana da Somália deve começar em breve. O chefe da missão da União Africana, Francisco Madeira, revelou à mídia de Mogadíscio que os soldados vindos de países como Uganda, Burundi, Etiópia, Quênia e Djibuti vão deixar o país. Ele explicou que “como resultado, movimentos de tropas começaram em várias partes do país e vão continuar nas próximas semana. Este é um processo de realinhamento para reduzir os números e começar a devolver a responsabilidade da segurança nacional para as forças de segurança do próprio país”. 

Há cerca de um ano, membros da missão da União Africana (AMISON, na sigla em inglês) começaram a avisar que retirariam suas tropas da Somália, onde ajudam o governo a combater o Al-Shabaab desde 2007. O anúncio vem menos de um mês depois da explosão de um caminhão-bomba em Mogadíscio, no dia 14 de outubro, que matou 358 pessoas. A Portas Abertas foi informada de que pelo menos dois cristãos morreram no ataque, enquanto outros três ficaram gravemente feridos. Há ainda 56 pessoas desaparecidas, provavelmente mortas. 

A retirada dos soldados da União Africana é certamente uma fonte de preocupação em meio à instabilidade do país, que se sente vulnerável diante dos ataques do Al-Shabaab. Ore para que o governo local tenha sabedoria para lidar com esse grupo extremista e que as autoridades internacionais apóiem a Somália nessa batalha. Peça para que os poucos cristãos somalis experimentem a paz e a proteção do Senhor em meio à tempestade. 

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