Depoimentos importantes de Meriam Ibrahim

A cristã sudanesa que chegou a ser condenada à morte por causa da fé dá uma importante entrevista no Parlamento Europeu

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Recentemente, informamos que Meriam Ibrahim, a cristã sudanesa condenada à morte por apostasia e libertada após intensa pressão internacional, esteve no Parlamento Europeu falando sobre liberdade religiosa. Durante uma entrevista ela deu vários depoimentos importantes e que envolvem a Igreja Perseguida de uma forma geral. Compartilhamos abaixo alguns pontos principais da entrevista:

“Sua história comoveu o mundo porque, na ocasião em que foi presa, você era mãe, médica e ainda estava grávida do seu segundo filho. Em algum momento você pensou em renunciar a sua fé em Cristo?

Eu e meu marido entendemos que estamos ‘em guerra’ e que devemos continuar lutando. Nós não pensamos em desistir jamais, nós temos que continuar. O que nós cristãos vimos na prisão, no tribunal e em todos os demais lugares, precisa ser falado, a igreja precisa ‘de uma voz’. Há muitas pessoas nas mesmas condições.

Se por acaso eu desistisse, eu teria que afirmar o seguinte: ‘Ok, eu sou muçulmana e devo seguir o islã’. E se eu e Daniel quisermos continuar com nosso casamento, ele também terá que se converter ao islã. Então o que aconteceria? Ambos receberíamos as cem chicotadas por que fomos acusados de adultério. Na época, eu teria que esperar na prisão até dar à luz o nosso bebê. E, finalmente, iríamos a um tribunal para ter um casamento islâmico, cumprindo então a lei”.

Se Meriam não tivesse sido libertada, após completar dois anos, sua filha Maya (que nasceu na prisão) seria tirada de seus braços e o juiz, não poderia dar a criança a Daniel, o pai, porque o casamento deles foi cancelado pela justiça sudanesa.

“Depois disso, nós dois seríamos condenados à morte. Mas eu pensei no assunto na época e eu disse: ‘Se eu morrer, é melhor, pois não posso aceitar mudar a minha vida e a de minha família. O que os meus filhos iriam dizer no futuro? Porque no islã, se os pais são muçulmanos, os filhos precisam crescer como muçulmanos também e não há outra opção”. (A matéria continua)

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