Organização e ordem em meio ao caos

Um dos colaboradores da Portas Abertas observa que os cristãos fazem o melhor que podem, mesmo vivendo em condições tão precárias

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"Enquanto ando em torno de centenas de cabanas idênticas de palha e de grama, fico surpreso ao ver um alto nível de organização e ordem. Não há vestígios de álcool ou de produtos para fabricá-lo. O que vejo são famílias inteiras sentadas, conversando na frente de suas ‘casas’ e pais sóbrios interagindo com crianças obedientes. Imagino que isso tenha alguma coisa a ver com as muitas igrejas que são bem atendidas no campo de refugiados", observa Nathan*, um dos colaboradores da Portas Abertas.

Segundo ele, não é fácil e nem seguro viver assim: "Mesmo com a presença da ONU, se alguém andar fora dos limites estipulados pelos combatentes muçulmanos, pode até ser morto". E qual o motivo disso? Eles matam cristãos para ficar com seus pertences? Ou por que eles são da tribo errada? Ou ainda porque oram a Jesus e não ao deus deles? Embora a resposta seja um combinado de razões, o que está bem claro é que os cristãos estão sendo perseguidos e mortos e as igrejas destruídas. Para quem vive no campo a resposta é bem simples: os muçulmanos não querem que os cristãos vivam perto deles.

"A vida dos cristãos que estão em áreas controlas pelo ex-Seleka é incerta, cheia de medo de pressão. Muitos ainda vivem em suas próprias casas, mas devem manter a cabeça baixa e ficar em silêncio para não causar mais problemas", disse Enza*, um dos líderes cristãos que atuam por lá. Entre os crimes cometidos pelo grupo extremista, ele citou roubos, casas e cabanas incendiadas com idosos e crianças dentro e cristãos sendo mortos por toda parte.

"Desde 2013, quando o acampamento foi criado, havia apenas 4 mil pessoas vivendo nele, mas desde o ataque de 12 de outubro de 2016, outros 14 mil cristãos chegaram aqui", explica o líder. O colaborador andou mais um pouco pelo acampamento junto de outro líder, conhecido como Paulo*, que apresentou sua habitação e seu local de trabalho. Apontando para duas cabanas com teto de capim, rodeada de crianças sorrindo, ele disse: "Aqui vive minha família e na outra cabana a família do meu irmão". Então, apontando para uma estrutura ao lado, onde não havia mais nada além de algumas estacas de madeira e grama seca, ele disse: "Essa aqui é a minha igreja", conclui.

*Nomes alterados por motivos de segurança.

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Comentários

  • Adelia Barbosa dos Santos
    17 mai 2017 de 17:59
     

    Boa tarde , aqui no Brasil , estamos em continua oeação por nossos irmãos ai na. Africa , rogando e pedindo que os guarde e livres de todo mal , abraços a. todos .

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