Reunião com líderes cristãos não resolveu conflitos

“A questão da reconciliação e dos acordos de paz com os insurgentes étnicos estão mais longe do que nunca; a luta das minorias religiosas parece ter aumentado”

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Recentemente, Aung San Suu Kyi (foto), conselheira de Estado e secretária geral da Liga Nacional pela Democracia (LND), se reuniu com os líderes cristãos de várias denominações, no Estado de Kachin, mas de acordo com informações locais não foi capaz de oferecer soluções para os atuais conflitos religiosos. Em meio a tantas críticas e reclamações, em uma declaração que foi transmitida pela TV, ela disse que está disposta a renunciar caso os cidadãos conheçam uma pessoa melhor para liderar o país.

Durante décadas, Mianmar esteve sob ditadura militar, o que elevou muito as expectativas dos birmaneses face às eleições históricas ocorridas em novembro de 2015, vencidas por Aung San Suu Kyi, conhecida como a “mulher de ferro” da Birmânia. Segundo vários grupos observadores, os principais desafios dessa nação ainda não foram vencidos. Um relatório do RSIS (Rajaratnam School of International Studies – Escola de Estudos Internacionais de Rajaratnam) destacou que “as esperanças da maioria foram frustradas”.

“A questão da reconciliação e dos acordos de paz com os insurgentes étnicos estão mais longe do que nunca. A luta das minorias religiosas parece ter aumentado, inclusive para os rohingya (uma minoria muçulmana). Os cristãos continuam enfrentando grandes combates em Kachin e Shan, além disso, a situação humanitária é deplorável”, observou um dos colaboradores da Portas Abertas. Ele disse que nem tudo pode ser atribuído à liderança política. “O exército de Mianmar ainda detém um quarto dos assentos parlamentares, bem como os ministérios mais importantes”, esclarece. Ore pela igreja em Mianmar.

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