Mais um cristão é morto no Egito

Os dois filhos de Lamei, Tony e Peter, estavam dentro da loja na hora do ataque. Tony afirma ter ouvido o assassino gritar “Kafirs” (Infiéis)

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Youssef Lamei (direita) com seu filho, Tony, em abril de 2015.

Adel Soliman, de 48 anos, confessou ter assassinado Youssef Lamei e ainda declarou que mataria qualquer pessoa que vendesse álcool em estabelecimentos comerciais. Sabe-se que o islã assume uma posição inflexível em relação às bebidas alcoólicas e que proíbe seu consumo em quantidades grandes ou pequenas. Os muçulmanos alegam que as advertências contidas no alcorão devem ser seguidas à risca. A questão é que a lei islâmica defendida como tolerante, por eles, tem sido colocada em ação de forma violenta, não somente pelas autoridades, mas pelos muçulmanos radicais que não poupam a vida de ninguém, principalmente quando se trata de um cristão.

As câmeras de segurança mostram que Lamei estava sentado do lado de fora de sua loja, quando o agressor aproximou-se lentamente por trás e o matou com uma faca. Soliman foi preso no dia seguinte. Os dois filhos de Lamei, Tony e Peter, estavam dentro da loja na hora do ataque. Tony afirma ter ouvido o assassino gritar “Kafirs” (Infiéis). Ele acredita que seu pai foi alvo do extremista por ser cristão. O filho também explicou que muitos outros comércios na região de Alexandria vendem bebidas alcoólicas.

“Há inclusive uma loja bem próxima daqui que vende álcool e que pertence a um muçulmano. Por que o assassino mataria somente o meu pai?”, questiona o filho que descreve o pai como um homem amável, querido por todos e que nunca teve inimigos. Além disso, eles administram a loja há quase 40 anos e nunca tiveram problemas. Antes do incidente, porém, Lamei havia sido ameaçado por dois muçulmanos conservadores. O advogado da família acredita que o crime foi cometido por um assassino profissional, pois o ato aconteceu em menos de 1 minuto. “O criminoso sabia exatamente o que estava fazendo”, conclui o advogado.  

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