Influência islâmica em livros escolares

Entre os cristãos, aqueles que vivem em áreas rurais carecem de recursos e literatura, como Bíblias e livros evangelísticos

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Em Bangladesh, a educação infantil está sendo influenciada por grupos islâmicos conservadores. Eles estão adequando os livros escolares aos seus ensinamentos. A ilustração de uma menina muçulmana usando o lenço, indicando uma vida dedicada desde a infância, é um exemplo da influência religiosa que começa nos livros didáticos para alunos do 1º ano. Outro exemplo está nos livros do 6º ano, onde um relatório de viagem ao norte da Índia (país vizinho) foi substituído por outro relatório, agora sobre o Nilo, no Egito. O conteúdo de outros livros também mudou e agora já não usa exemplos ou nomes de hindus ou cristãos.

“O que mais preocupa é que o grupo que está por trás dessas mudanças, ‘Hefazat-e-Islam’, formado por vários professores de madrassas (escolas islâmicas), está exigindo mudanças muito maiores do que as meras adaptações textuais. Esses ativistas estão se esforçando também para inserir sua agenda nas aulas de arte e educação física”, comenta um dos colaboradores da Portas Abertas. Segundo ele, o grupo já ameaçou o presidente do Conselho Nacional de Currículo Escolar e Livros Didáticos de Bangladesh, que é hindu, com o objetivo de substituí-lo.

Essa tem sido a realidade cada vez mais difícil das minorias religiosas no país. A igreja em Bangladesh enfrenta várias dificuldades, além dos ataques e da violência. Entre os cristãos, aqueles que vivem em áreas rurais carecem de recursos e literatura, como Bíblias e livros evangelísticos que são necessários para a maturidade cristã. A Portas Abertas tem lutado para suprir essa necessidade. O projeto de distribuição de Bíblias na Ásia Central é um exemplo.

“Em média, distribuímos mais de 30 mil livros por ano. Sabendo que há mais de 70 milhões de pessoas na Ásia Central, o número parece ser uma pequena gota no oceano. Ainda assim, nossa esperança é que, por meio de cada livro, Deus alcance o coração das pessoas que o procuram e daquelas que nunca ouviram falar de Jesus”, disse Alexey, coordenador de distribuição de literatura na região. Você pode colaborar com nossos irmãos bengaleses, participando também deste projeto: “Bíblia, palavra que dá conhecimento”.

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FonteNew York Times
 

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