Uma missão para cumprir no Iraque

“Como líder de igreja eu percebo que o simples fato de ‘estar aqui’ é algo que dá esperança para as pessoas; elas precisam de apoio e carinho nesse momento”

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Em Alqosh, as igrejas estão desempenhando seu próprio papel no pastoreio do rebanho cristão iraquiano. “Como líder de igreja eu percebo que o simples fato de ‘estar aqui’ é algo que dá esperança para as pessoas. Elas precisam de apoio e carinho nesse momento, precisamos nos unir. Lembro que, em 2014, mesmo com a presença do Estado Islâmico, o que alimentava os fiéis era exatamente isso, o fato de ter uma igreja para ir e um pastor para ouvir”, disse Gabriel*.

Ele comentou que se sente na obrigação de impedir a partida dos irmãos, de alertar que não abandonem o país por causa desse momento de guerra. “O cristianismo no Iraque é como uma grande árvore que está aqui há mais de 2 mil anos, mas agora existem muitos inimigos querendo cortar essa árvore e se livrar dela”, compara o líder que viu quase toda sua família ir embora.

“Eles decidiram deixar o país, todos da minha família, exceto uma irmã”, disse. E apontando para a cidade ele afirmou: “Essas pessoas são a minha família agora, meus irmãos e irmãs em Cristo”. Para manter a fé, Gabriel diz que depende muito das orações diárias e dos estudos bíblicos. “A palavra de Deus nos instrui sobre como lidar com a opressão e a violência. Jesus nos ensinou a não lutar contra a carne. O próprio Pedro foi repreendido por usar a espada quando Jesus foi traído. Devemos ser amáveis como Cristo nos ensinou”, enfatiza o líder.

Ao entrar em Alqosh como visitantes, a equipe da Portas Abertas se surpreendeu ao ver como aqueles cristãos continuam abertos, hospitaleiros e amigáveis. “Todos esses anos de guerra não conseguiram endurecer seus corações”, disse um dos colaboradores. “Eu vejo nitidamente as pessoas se convertendo, não apenas na fé, mas também em seus comportamentos. A fé desses cristãos é como o ouro, que quanto maior a temperatura do fogo, mais puro fica. Pode doer muito, mas vale a pena ver o resultado”, conclui Araam*, outro líder cristão que trabalha na região.

*Nomes alterados por motivos de segurança.

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Comentários

  • Abrão
    29 dez 2016 de 09:40
     

    É impossível acabar com a igreja de Cristo pois é o Senhor que a mantem e oro pelos perseguidos para permanecerem fiéis conforme as suas possibilidades e Deus não vai cobrar deles mais do que é possível para eles.

  • Ildeny Machado Silva
    24 nov 2016 de 14:32
     

    Acompanhar o sofrimento dos servos do Senhor, só me faz valorizar e levar outros a valorizarem a liberdade que temos no Brasil para adorar o nosso Deus. Intercedo e levo outros a intercederem diariamente pela pela igreja perseguida, pois sei que o Senhor está vendo tudo. Tenho sido edificada com tantos testemunhos de fé e perseverança vindas dos nossos queridos irmãos, e sei tantas outras pessoas também são. É tanto amor por eles que já não penso mais em mim, pois o Senhor me chamou para criar um grupo de intercessão e através dele levar outros a intercederem por eles e adorarem o Senhor Jesus. Deus seja sempre louvado!

  • Anderson
    21 nov 2016 de 16:35
     

    O testemunho desses irmãos nos enche de coragem e ao mesmo tempo nos faz refletir sobre o valor de se viver em um país com liberdade religiosa. Vamos orar para que eles permaneçam firmes e vamos colaborar com tudo que estiver ao nosso alcançe.

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