A igreja

Desde os tempos bíblicos, há cristãos vivendo nessas regiões denominadas de Territórios Palestinos. No início, a maioria era de judeus que acreditavam em Jesus como o Messias. Mais tarde, vieram os cristãos de outras nações para habitar a Terra Santa, dividindo-se em várias denominações.

No século 7, exércitos árabes muçulmanos invadiram essas terras e governaram a Palestina durante séculos. Foi uma invasão sangrenta e também o início da presença dominante islâmica. Não muçulmanos foram obrigados a pagar a Jizya (imposto islâmico), mas a igreja cristã continuou evangelizando discretamente.

Com a chegada de missionários estrangeiros na região, o cristianismo teve certo crescimento e também causou um clima tenso. Até os dias de hoje, muçulmanos que abandonam a religião para seguir a Cristo são perseguidos e maltratados.

 

A perseguição

Os mecanismos de perseguição que afetam os cristãos são principalmente a opressão islâmica e, em menor grau, o antagonismo étnico. O fato de serem seguidores de Cristo os coloca em uma posição minoritária dentro da comunidade palestina de maioria muçulmana.

Em Gaza, embora os cristãos sejam amplamente tolerados pelo grupo Hamas, eles não têm seus direitos defendidos nem protegidos. Nos últimos anos, os cristãos da Faixa de Gaza enfrentaram várias ameaças de grupos radicais e de vigilantes islâmicos. Em 2016 não houve incidentes relatados.

A lei militar israelense é válida em algumas partes da Cisjordânia, o que acarreta grandes restrições aos cristãos. O número total de seguidores do cristianismo está diminuindo em ambas as áreas ao longo do tempo devido à emigração e às baixas taxas de natalidade.

O pequeno número de novos convertidos tem sido o único raio de esperança para a igreja nessa região.

 

 

O futuro

Segundo alguns especialistas, é de se esperar que nos próximos anos ainda ocorra muita agitação entre israelenses e palestinos, principalmente na região que compreende a Faixa de Gaza. As diferenças entre os grupos islâmicos Hamas e Fatah também poderão ocasionar alguns problemas aos cristãos que vivem ali.

Os militantes apelam principalmente aos mais jovens, na tentativa de islamizá-los. Sabe-se que Gaza continua sendo um terreno fértil de recrutamento. Se a juventude for iludida, o radicalismo violento poderá crescer e se tornar uma ameaça real.

Os levantes árabes colaboraram muito para isso, e os salafistas de Gaza (seguidores do movimento ortodoxo ultraconservador dentro do islamismo sunita) estão lutando na Síria e se tornando ainda mais radicais. A possibilidade de novas explosões de violência é grande.

 


A atuação da Portas Abertas

Os Territórios Palestinos ficam no Oriente Médio. Saiba quais são os tipos de projetos da Portas Abertas na região.

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Conheça os cristãos da Igreja Perseguida.

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