Saiba mais - Irã

A igreja

Na Revolução Islâmica de 1979, o Irã foi tornado em República Islâmica. Os clérigos islâmicos xiitas assumiram o controle político. Na época, foi iniciado um programa de modernização e influências ocidentais no país. Ao mesmo tempo, os que não concordavam eram fortemente oprimidos.

Os líderes atuais do Irã veem a expansão da influência do islã xiita no Oriente Médio como um meio de continuar esse processo. Particularmente no Iraque, o islã xiita recuperou a influência desde a morte de Saddam Hussein e o surgimento do Estado Islâmico em grandes partes do país. Esses desenvolvimentos deram à nação uma maior influência como potência regional, contrária às intenções dos Estados Unidos para o Oriente Médio.

O cristianismo também é considerado uma influência ocidental condenável e uma ameaça constante à identidade islâmica da República. Mesmo assim, o número de cristãos tem aumentado muito, até filhos de líderes políticos e espirituais estão deixando o islã e indo para o cristianismo. Além dos cristãos, os direitos de outras minorias religiosas como judeus e muçulmanos sunitas também são violados.

A perseguição

No geral, a pressão sobre os cristãos está em nível extremo e aumentou em todas as esferas da vida, a maior delas é a nacional. Aliado a um nível extremo de violência, isso é comum em situações nas quais os funcionários públicos são os principais propulsores do mecanismo de perseguição, o que, no caso do Irã, vem acompanhado da opressão islâmica.

Essa pressão é muito comum contra os cristãos ex-muçulmanos e os cristãos que ministram a eles, que geralmente são oriundos de comunidades cristãs protestantes não tradicionais. Esses grupos enfrentam a maior perseguição religiosa.

Após tantas prisões, pode-se perceber como os métodos de interrogatório usados são hostis e, muitas vezes, abusivos. Os prisioneiros, inclusive os cristãos, foram privados de cuidados de saúde adequados, como modo de puni-los e humilhá-los ou de forçar suas confissões.

Muitas vezes, os cristãos presos só podem ser libertados depois de pagar uma fiança elevada. Várias casas e empresas (por exemplo, lojas) pertencentes a cristãos foram confiscadas pelo Estado depois que eles não compareceram ao julgamento, ou foram tomadas como garantias de fiança. O Tribunal Revolucionário do Irã ordenou o confisco de um centro de retiros cristãos perto de Teerã em outubro de 2016, alegando que ele é "financiado pelos Estados Unidos, que, através da CIA, quer se infiltrar no meio islâmico, particularmente no Irã, para realizar atividades evangelísticas". 

O futuro

O acordo nuclear concluído com as seis maiores potências mundiais em meados de 2015 foi muito relevante para o Irã em 2016. Quais consequências desse acordo virão a longo prazo dependem em grande medida de diferentes atores dentro do cenário político iraniano.

Os conservadores, como a poderosa organização militar e de segurança comissionada para proteger o regime, não apoiam o tratado. Portanto, espera-se que esse grupo lute para impedir a plena implementação do acordo nuclear e também para resistir à tendência geral de melhora das relações com o Ocidente e abertura dos mercados iranianos.

As autoridades temem por sua posição e qualquer violação dos valores da Revolução Islâmica de 1979. É provável que elas buscarão contrariar esse desenvolvimento, bloqueando todas as tentativas de implementarem-se reformas sociais e políticas. Outra forma de transmitir a mensagem de que o acordo nuclear não significa um fim aos valores da revolução, é uma repressão aos meios de comunicação, aos direitos humanos e aos ativistas políticos. No entanto, houve aumento da supressão sobre os iranianos de dupla nacionalidade e dissidentes, incluindo minorias religiosas. Esses grupos são considerados uma ameaça ao caráter islâmico.

O primeiro por causa de suas conexões com círculos e negócios estrangeiros, e o segundo por causa de suas convicções políticas ou religiosas. Parte dessa repressão se reflete no aumento do número de prisões, mas também em campanhas de difamação contra minorias religiosas, especialmente os cristãos.

Quanto mais interações com o mundo se tornarem possíveis, os serviços de segurança também deverão monitorá-los mais intensamente. Em consequência, as minorias religiosas como os cristãos serão provavelmente observadas mais de perto. Especialmente as que mantêm contato com ocidentais.

De certa forma, o acordo nuclear intensificou ainda mais uma luta política interna no Irã. Fora isso, as eleições de maio de 2017 também desempenharão um papel importante no futuro dos cristãos.


A atuação da Portas Abertas

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