Saiba mais - Afeganistão

A igreja

O cristianismo chegou ao Afeganistão nos primeiros séculos da era cristã. Segundo a tradição cristã, o Afeganistão foi alcançado por Tomé e Bartolomeu. No entanto, essa igreja foi quase erradicada durante o reinado de Timur, no século 14. Mais tarde, a igreja se recuperou, mas nunca mais cresceu tão fortemente como antes. Hoje, a igreja é completamente pressionada a ser subterrânea.

A Portas Abertas observa que há seguidores de Cristo isolados e em pequenos grupos, mas nenhuma igreja organizada, nem de estrangeiros nem de locais. Por segurança, o número exato não é divulgado. A situação de insegurança torna cada vez mais difícil que os cristãos se encontrem em comunidade. Naturalmente, a igreja continua a se reunir, mas em secreto.

Cristãos carecem de treinamento bíblico, discipulado e de líderes preparados. Ter Bíblias e outros materiais cristãos em casa é praticamente impossível, pois os riscos são muito altos. Aparelhos eletrônicos têm ajudado na formação bíblica de muitos cristãos, facilitando o acesso às Escrituras, mas isso é feito em segredo máximo. O crescimento na fé da igreja afegã vem também de programas de rádio e TV de outros países.

A perseguição

A República Islâmica do Afeganistão não permite que nenhum cidadão afegão se torne cristão nem reconhece os convertidos como tal. A conversão é vista como apostasia e motivo de vergonha para a família e comunidade. Portanto, novos convertidos escondem sua nova fé o quanto podem.

Talibãs ainda governam partes do país e têm uma influência considerável, como mostra o elevado número de ataques e confrontos com forças governamentais, lutando pela supremacia de várias províncias. A nova liderança do Talibã está ainda mais inclinada a opiniões religiosas extremistas e reforçou suas campanhas de controle de áreas, resultando em um número ainda maior de pessoas mortas em ataques ou deslocamentos.

De acordo com a ONU, 8.397 civis foram mortos ou feridos e 382.371 pessoas fugiram de suas casas de janeiro a setembro de 2016.

Todos os cristãos de nacionalidade afegã são convertidos de origem muçulmana. Se descobertos, eles enfrentam discriminação e hostilidade (incluindo a morte) nas mãos de sua família, amigos e comunidade. A cultura está enraizada nas tradições familiares e tribais. Se alguém se atreve a se voltar contra suas tradições para abraçar algo novo, enfrenta alta pressão para retornar às antigas práticas. Se isso não acontece, tal pessoa é vista como traidora, e consequentemente, excluída.

O futuro

O Afeganistão deve enfrentar um futuro instável e de alta violência. Essa é uma das razões por que ainda há um grande número de afegãos entre os refugiados que vão para a Europa. Observadores veem poucas razões para esperar uma paz negociada com os talibãs e outros militantes por razões políticas, econômicas, militares e geoestratégicas.

Mais de 50% da população têm menos de 20 anos e o elevado crescimento populacional agrava os problemas. O desemprego, a pobreza e as taxas de inflação permanecem muito elevadas. Devido à falta de perspectivas, muitos jovens começam a trabalhar no narcotráfico ou são recrutados por grupos extremistas.

A ajuda externa não significará uma melhoria sustentável enquanto o problema desenfreado da corrupção não for resolvido. A vida no país é ainda mais difícil para as mulheres, sem qualquer liberdade de expressão e empoderamento.

Os cristãos também enfrentam essa perspectiva de difícil futuro, além da crescente opressão de grupos extremistas islâmicos.  


A atuação da Portas Abertas

O Afeganistão fica na África. Saiba quais são os tipos de projetos da Portas Abertas na região.

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