Sudão

A perseguição aos cristãos no Sudão não é uma simples violação da liberdade de religião. É sistemática e remanescente de uma política de limpeza étnica. A perseguição não é uma coleção de incidentes isolados, mas um padrão. Desde 1993, o Sudão está presente na Lista Mundial da Perseguição e, na maioria das vezes, entre os 20 primeiros países do relatório.

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Sob o governo autoritário de Al-Bashir, não existe Estado de direito no Sudão. Leis restringem a imprensa e a mídia, bem como a liberdade de expressão dos cidadãos. Historicamente, o islã tem raízes profundas na sociedade sudanesa, e o governo está implementando estritamente a política de uma única religião, cultura e idioma.

O panorama étnico-cultural é complicado: árabes versus grupos étnicos africanos; mulçumanos versus cristãos. A separação do Sudão do Sul em 2011 não resolveu os problemas. Isso se aplica particularmente aos grupos étnicos da África, já que um número significativo deles é cristão e ainda vive no país.

Os cristãos, tanto ex-muçulmanos como migrantes e históricos, enfrentam forte perseguição da sociedade. Esse nível de pressão aumentou muito em relação ao último ano, o que fez o Sudão subir três pontos na Lista, fruto de um governo que prende, assedia, intimida e expulsa cristãos, e dificulta a construção e permanência de igrejas.
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