Atualização 2017

A Coreia do Norte encabeça a Lista Mundial da Perseguição pelo 15o ano consecutivo, e essa situação secreta isola cada vez mais a nação, a cada ano que passa.

A opressão islâmica reúne força à medida que busca criar culturas que estrangulam a expressão da fé cristã. Nas duas maiores igrejas da lista de 50 países, China e Índia, há um quadro obscuro.

Os dilemas do cristão perseguido também são familiares. Em países como a Coreia do Norte ou a Somália ou mesmo partes do Paquistão, este é o dilema: É possível praticar a fé cristã sem contar a ninguém?

Em países onde o nacionalismo religioso está crescendo, os pastores costumam dizer: "Como podemos adorar e evangelizar sem incorrer na ira da multidão?" Em países onde a vigilância e o controle são onipresentes – como os Estados da Ásia Central – o dilema é: É possível viver a fé cristã na sociedade quando os olhos do governo estão em toda parte?

Em Estados em guerra civil, como Síria e Líbia, a questão é muitas vezes ainda mais rígida: É possível chegar a um lugar onde a casa ou a igreja não seja bombardeada amanhã?

E muitos ainda se perguntam: "Como podemos sair do país, mas não tão longe?" e "Nunca poderemos voltar?"

Todos os dias os cristãos perseguidos no mundo enfrentam esses dilemas. Os perseguidos precisam de amigos para ficar com eles e fortalecê-los como nunca antes.

NOVOS NA LISTA
Diante de questões como essas, dois países voltaram à Lista Mundial da Perseguição 2017: Sri Lanka, #45; e Mauritânia, #47.

45o Sri Lanka
O principal mecanismo de perseguição que afeta os cristãos no Sri Lanka é o nacionalismo religioso. As eleições nacionais em janeiro de 2015 foram ganhas pelo candidato da oposição Sirisena, que derrotou o presidente responsável pelo término sangrento de 26 anos de guerra civil em 2009.

Tanto as forças do governo quanto os tâmis (minoria hindu) cometeram crimes de guerra. Outro grande problema é a desmilitarização do país. Devido ao conflito de uma década e às atividades de negócios crescentes do exército, ele é composto por cerca de 300 mil homens. Muitos no exército não aceitarão perder oportunidades lucrativas, especialmente se eles tiverem de enfrentar uma investigação sobre crimes de guerra.

Por fim, os grupos budistas radicais ainda estão muito presentes, mas atualmente pararam de atacar as minorias religiosas. No entanto, os mobs (geralmente liderados por monges budistas) continuaram interrompendo as atividades da igreja. Uma nova ênfase no budismo como religião predominante parece surgir na nova Constituição.

47o Mauritânia
A Mauritânia foi autoproclamada República Islâmica e está sob governo militar há mais de 30 anos, com apenas uma breve interrupção democrática em 2007. O país é formalmente uma democracia multipartidária, mas seu parlamento é completamente dominado pelo partido no poder. Vários grupos islâmicos atuam no cenário político do país.

A etnicidade é também um fator importante na política da Mauritânia. A Mauritânia é um dos países mais pobres do mundo.

A Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) tem sido um desafio para o governo e cristãos mauritanos desde 2005.