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Emirados Árabes Unidos

AE
Emirados Árabes Unidos
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, opressão do clã, paranoia ditatorial
  • Capital: Abu Dhabi
  • Região: Península Arábica
  • Líder: Khalifa bin Zayed al Nahyan
  • Governo: Federação de monarquias
  • Religião: Islamismo, cristianismo, hinduísmo, budismo e outras
  • Idioma: Árabe, inglês, hindi, malaiala, urdu, pashto, tagalog, persa
  • Pontuação: 62


POPULAÇÃO
9,7 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
1,1 MILHÃO

[Atualizado em fevereiro de 2021. Em breve, esse conteúdo será atualizado conforme os dados da Lista Mundial da Perseguição 2022].

Cristãos ex-muçulmanos têm que suportar grande perseguição e enfrentam pressão da família e da comunidade local para retratar a fé cristã. Cristãos expatriados são livres para adorar sozinhos e em suas igrejas, mas o governo não permite que eles evangelizem ou orem em público. Muçulmanos expatriados que se convertem ao cristianismo experimentam pressões similares aos seus países de origem, já que eles vivem dentro de suas próprias comunidades nacionais ou étnicas. 

Por causa das possíveis consequências graves, é quase impossível aos convertidos revelar a conversão, e é por isso que dificilmente há quaisquer relatos de cristãos sendo mortos ou prejudicados pela fé. 

Os Emirados Árabes Unidos aumentaram a pontuação em dois pontos, mas caíram seis posições no ranking, ficando fora do Top50. A pressão média sobre os cristãos teve um aumento significativo em relação à Lista Mundial da Perseguição 2020. O aumento da pressão se deu especialmente na esfera nacional. Os principais tipos de perseguição são opressão islâmica, opressão do clã e paranoia ditatorial. 

“Prédios de igrejas nesta parte do mundo são vitalmente importantes. Ter um significa que você tem o selo de aprovação dos governantes.”

JOHN FOLMAR, PASTOR AMERICANO DE UMA IGREJA NOS EMIRADOS ÁRABES UNIDOS

Tendências 

Espera-se que a estabilidade política continue 

Olhando para o futuro, a estabilidade política pode ser esperada já que os governantes apoiam uns aos outros. Eleições nacionais não existem e partidos políticos são proibidos, o que impede os cidadãos de mudarem o governo. Os cargos do governo são preenchidos principalmente através de lealdades tribais e poder econômico. 

Há alguns apelos para uma maior representação política, mas essas demandas não são escutadas pelos governantes. Por enquanto, a maioria da população não está muito envolvida na política — as eleições para a instituição legislativa FNC em 2006, 2011 e 2015 tiveram baixa participação, especialmente nos maiores e mais ricos emirados. Uma boa distribuição de renda parece apaziguar a população no momento, embora os estados historicamente mais pobres do Norte, que têm uma demanda por mudança política, representem um certo risco. Uma pressão da população mais jovem e um processo de globalização que afrouxa o monopólio do Estado sobre a informação indicam que os Emirados Árabes Unidos precisarão reagir aos apelos por mais democracia no futuro. 

Os Emirados Árabes Unidos se apresentam como uma nação islâmica progressista 

Os Emirados Árabes Unidos continuam a ter estabilidade mesmo dentro de um contexto regional turbulento. Resta saber se uma postura mais assertiva dos Emirados na região (por exemplo em relação a Somália, Iêmen, Catar, Líbia e, em particular, Israel) levará a um reforço da influência do país como uma nação islâmica progressista, ou se tais incursões serão malsucedidas e, portanto, prejudiciais à “marca” do islã com a qual os Emirados Árabes Unidos estão procurando se identificar. Se não tiver sucesso, ou se o país ficar atolado em conflitos regionais, o país poderia enfrentar crescente descontentamento doméstico, e possivelmente o surgimento e crescente influência de facções religiosas mais conservadoras — embora isso não pareça uma perspectiva muito provável no momento.  

Os desafios mais imediatos são os econômicos, especialmente aqueles causados pela crise da COVID-19. Particularmente para Dubai, a necessidade de atrair mais investimento internacional ajuda a garantir uma abertura contínua à (e tolerância da) diversidade. 

A cooperação com o Ocidente está aumentando 

A participação dos Emirados Árabes Unidos nos Acordos de Abraão com Israel e os Estados Unidos é um passo significativo, mas surpreendente para mais cooperação com o Ocidente. Forçado pelos baixos preços do petróleo, que se espera que permaneçam baixos devido à crise da COVID-19, os Emirados Árabes Unidos devem diminuir sua dependência das receitas de hidrocarbonetos.  

São importantes para o futuro econômico dos Emirados Árabes Unidos: i) acesso às tecnologias; ii) sistemas de armas de última geração para combater a ameaça militar iraniana na região; e iii) crescimento do turismo e oportunidades de negócios. 

No entanto, sua normalização dos laços com Israel (sem qualquer real consideração pela causa palestina) poderia levar à alienação e uma reação tanto da população, bem como do mundo islâmico mais amplo. É provável que os Emirados Árabes Unidos tentem se ocidentalizar ainda mais para aumentar seus laços com o Ocidente. No entanto, o país também quer proteger sua identidade islâmica, o que torna improvável que dê mais liberdade aos convertidos do islã ao cristianismo. 

Os Emirados Árabes Unidos consistem em sete emirados que têm seus próprios governantes e foram unidos em um Estado federal no início da década de 1970. A única tentativa bem-sucedida do mundo árabe de formar uma federação é considerada regionalmente como um modelo de sucesso e serviu de exemplo para o estabelecimento do Conselho de Cooperação do Golfo. 

No entanto, existem algumas diferenças claras entre os vários emirados. Abu Dhabi (o maior emirado) e Dubai são os emirados mais ricos e têm mais influência — o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Khalifa bin Zayed al Nahyan, é o governador de Abu Dhabi. Os estados do Norte são mais pobres, por exemplo, Sharjah, que também é mais conservador. Todos os emirados têm um assento no “Conselho Supremo Federal” — a mais alta autoridade constitucional, executiva e legislativa. 

A onda de levantes da Primavera Árabe em 2011 parece não ter afetado os Emirados Árabes Unidos. Isso é notável, especialmente porque a sociedade dos Emirados baseia-se mais na lealdade tribal do que nas normas democráticas. No entanto, a população parece confiar no governo, e sua generosa distribuição de riqueza do petróleo, obviamente, desempenha um papel significativo no quarto Estado mais rico do mundo per capita. 

No entanto, as autoridades tomaram medidas cautelares para manter a estabilidade: as restrições da internet foram implementadas em 2012 para evitar o uso das mídias sociais como forma de organizar protestos. Além disso, mais de 90 islâmicos foram presos no início de 2013, acusados de planejar um golpe. Desde então, não houve ameaças visíveis para a estabilidade do país. 

Em julho de 2018, o Tribunal de Justiça Internacional, o principal órgão judiciário da ONU, julgou que os Emirados Árabes Unidos haviam violado os direitos de cidadãos do Catar, que foram expulsos do país quando os Emirados Árabes se juntaram a um boicote ao Catar. 

O país tem sido muito influenciado pela Arábia Saudita nos últimos anos. Além de estar ao lado da Arábia Saudita na crise do Catar, também se envolveu na guerra do Iêmen, duas situações que poderiam até mesmo desestabilizar o futuro da região. Entretanto, divisões começaram a aparecer após os Emirados anunciarem sua decisão de retirar suas tropas do Iêmen em julho de 2019. 

O país também está envolvido na guerra civil na Líbia e é um dos conhecidos apoiadores das Forças Armadas da Líbia, do general Haftar. Em uma investigação das Nações Unidas, os Emirados são suspeitos de lançar um míssil em um centro de detenção de imigrantes na Líbia, em julho de 2019. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

Os Emirados Árabes Unidos não são uma democracia e os governantes exercem pressão sobre a sociedade, não permitindo a dissidência. A sociedade islâmica conservadora é a maior ameaça para os cristãos nos Emirados Árabes Unidos. Os árabes esperam governança islâmica de seus governantes, sendo a sharia (conjunto de leis islâmicas) a principal fonte de legislação.  

Economist Intelligence Unit (EIU) classifica o governo dos Emirados como “autoritário”. O presidente de Abu Dhabi, Khalifa bin Zayed, que tem reputação de ser um modernizador pró-Ocidente, foi nomeado como presidente pelo Conselho Nacional Federal do país, em 2004, pouco depois da morte de seu pai, Zayed bin Sultan al-Nahyan. Os Emirados Árabes Unidos são governados por um Conselho Supremo Federal composto de sete emires, que escolhem o primeiro-ministro e o gabinete. Entretanto, todas as decisões políticas dependem dos governantes dinásticos dos sete emirados. 

O relatório Freedom of Thought classifica o governo e a Constituição como tendo sérias violações contra os direitos humanos e a liberdade religiosa. “A Constituição designa o islamismo como religião oficial. [...] Liberdade para exercer adoração religiosa é garantida, mas não à vista de não religiosos, e apenas ‘de acordo com as tradições geralmente aceitas que garantem tal liberdade’ [...] para não violar a moral pública islâmica.” 

Middle East Concern (MEC) descreve um cenário legal em que o islamismo é a religião do Estado e a sharia é a principal fonte da legislação. Blasfêmia e difamação das religiões são proibidas e proselitismo não islâmico, ou seja, tentativa de converter pessoas que não são muçulmanas, é permitido. Sob aplicação da lei islâmica, muçulmanos são proibidos de mudar de religião. Em novembro de 2017, o Departamento Judicial de Abu Dhabi deu a igrejas a autoridade de aprovar casamentos, mediar divórcios e cuidar de questões sobre a guarda de filhos; assim, expatriados cristãos em Abu Dhabi não teriam mais que usar cortes da sharia para esses fins. 

Os indicadores políticos do Fragile States Index (FSI) mostram que a situação dos direitos humanos tem piorado nos últimos anos. Isso tem ligação com o fato de que os governantes dos Emirados não permitem nenhuma divergência, não havendo lugar para a vontade das pessoas em geral. A liberdade de religião, imprensa, reunião, associação e expressão são restritas no reino. Não há espaço ou reconhecimento de partidos políticos, de acordo com Freedom House, que classificou o país como “não livre” em seu relatório de 2020. Nos últimos anos, o Repórteres sem Fronteiras também listou muitos casos em que a liberdade de imprensa e de expressão foram restringidas e os críticos enfrentaram acusações. 

Olhando para o futuro, a estabilidade política pode ser esperada à medida que os governantes árabes se apoiam. As eleições nacionais não existem e partidos políticos são proibidos, o que impede os cidadãos de mudar seu governo. Há alguns apelos para uma maior representação política, mas essas exigências não são representadas pelos governantes. Por enquanto, a maioria da população não parece estar muito envolvida na política — as eleições para a instituição legislativa do Conselho Nacional Federal (FNC) em 2006 e 2011 apresentaram baixa participação, especialmente nos emirados maiores e mais ricos.  

CENÁRIO RELIGIOSO 

Como muitos países da região, a sociedade nos Emirados Árabes Unidos se define principalmente por sua religião. Além disso, o governo não permite qualquer educação formal ou informal que inclua ensino religioso diferente do islamismo, exceto por um número muito pequeno de escolas afiliadas a igrejas que têm permissão de garantir instrução religiosa adaptada ao contexto religioso dos alunos. O evangelismo é proibido, mas grupos não muçulmanos podem adorar em edifícios próprios ou casas particulares. 

As igrejas nos Emirados Árabes Unidos não dispõem de espaço, também já se tornou mais difícil usar prédios não designados, como hotéis e escolas para reuniões em Dubai, onde antes era tolerado. Embora as famílias governantes árabes tenham doado terras para construir templos, continua sendo difícil estabelecer novas igrejas. As organizações religiosas não são obrigadas a se registrar perante o governo, mas há uma falta de designação jurídica clara, o que resulta em um status legal ambíguo para muitos grupos e cria dificuldades para desempenhar certas funções administrativas, incluindo bancos ou contratos de arrendamento. 

Cristãos expatriados são livres para adorar em privado, mas o governo não lhes permite adorar, pregar ou orar em público. Como resultado do conservadorismo, a sociedade força os cristãos a exercitar o autocontrole em público. Cristãos ex-muçulmanos enfrentam a maior perseguição, pois são pressionados pela família e pela comunidade para negar a fé cristã. Isso faz com que seja praticamente impossível para eles revelar a conversão, o que explica por que quase não há relatos de cristãos sendo mortos ou prejudicados por causa da fé.  

O islamismo domina a vida pública, privada, bem como o discurso político do reino. Consequentemente, todos os cidadãos são definidos como muçulmanos. A lei do reino não reconhece a conversão do islamismo para o cristianismo, e o castigo previsto na legislação é a morte. Cristãos ex-muçulmanos são às vezes compelidos a parecer muçulmanos e esconder a fé. Embora não haja casos relatados de imposição da pena de morte contra esses convertidos, o simples fato de a lei existir é assustador.  

De acordo com as estimativas do World Christian Database, 78,4% dos moradores dos Emirados são muçulmanos, 15% deles xiitas. Esses números incluem a comunidade de expatriados. Os cristãos constituem o segundo maior grupo religioso do país. 

CENÁRIO ECONÔMICO 

O Banco Mundial classifica a economia do país como de alta renda. Hoje, os Emirados Árabes Unidos possuem as seis maiores reservas de petróleo do mundo e isso trouxe muitos imigrantes para o país, onde apenas 10% da população é de cidadãos nacionais. Os Emirados Árabes Unidos desenvolveram e implementaram estratégias de diversificação estrutural para evitar demasiada dependência do petróleo. Em 2020, a economia do país ocupava o 18º lugar no mundo, e primeiro no Oriente Médio e Norte da África. 

Uma distribuição igual de riqueza parece apaziguar a população no momento, embora os estados do Norte, historicamente mais pobres, com sua demanda por mudanças políticas, representem certo risco. Em todo o país, uma população jovem significativa combinada com um processo de globalização que afrouxa o monopólio do Estado sobre a informação, implica que os Emirados Árabes Unidos deveriam começar a pedir mais democracia. Externamente, o país está enfrentando o confronto com o Irã sobre as ilhas de Abu Musa e os Thumbs, que estão ocupados pelo Irã desde 1971.  

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

Culturalmente, os Emirados são conservadores, muçulmanos e tribais. Como apenas cerca de 10% da população é emiradense, há um sistema social duplo de direitos e privilégios. A maioria dos imigrantes e expatriados vive e trabalha no próprio grupo de trabalho estrangeiro. Crianças expatriadas com frequência vão para a escola pertencente ao próprio grupo comunitário. 

De acordo com especialistas do país, ser cristão é uma vulnerabilidade extra nos Emirados e pode levar a altos níveis de discriminação ou abuso. Entretanto, a cor da pele e o contexto étnico têm um papel mais importante. 

A sociedade árabe é bastante tolerante com as comunidades de cristãos expatriados, e essas são relativamente livres para adorar. Os cristãos ex-muçulmanos são perseguidos principalmente pela família e sociedade. 

Cristãos ex-muçulmanos, sejam nacionais ou imigrantes, continuam a enfrentar alta pressão de familiares, patrões e da sociedade. Perder a herança e direitos de paternidade, serem forçados a casar, demitidos ou pressionados a trabalhar de graça — são exemplos do que acontece com aqueles que se convertem do islamismo ao cristianismo. Muitos buscam asilo em outras nações. 

Trabalhadores imigrantes cristãos, especialmente aqueles que trabalham em serviços domésticos no país, permanecem vulneráveis a abuso sexual. Embora o racismo tenha um papel maior, a fé cristã também adiciona ainda mais vulnerabilidade. 

O tribalismo é muito misturado com o islamismo e, por isso, deixar o islã é interpretado como trair a família. Em geral, famílias colocam forte pressão social nos convertidos para fazê-los retornar para o islamismo, deixar a região ou ficar calado sobre a nova fé. Além disso, alguns árabes étnicos consideram cristãos estrangeiros como uma ameaça para sua religião, cultura e língua. 

As descobertas arqueológicas mostram que o cristianismo era bastante difundido na região do Golfo antes do surgimento do islamismo. Na Antiguidade, a área que agora forma os Emirados Árabes Unidos ficou aos cuidados da diocese nestoriana, conhecida como Beth Mazunaye, com uma catedral em Sohar, no lado da fronteira com Omã. Em 1992, ruínas de um monastério e a igreja nestoriana foram encontradas na ilha de Sir Bani Yas, na costa de Abu Dhabi. O monastério foi usado entre 600 e 750 d.C., aproximadamente. 

Artefatos encontrados no local mostram que as pessoas comiam peixe e tinham gado. Objetos de vidro e cerâmica indicam que os habitantes faziam comércio no Golfo Árabe e Oceano Índico. Outro monastério nestoriano e a igreja foram descobertos próximo à ilha de Marawah, datados do mesmo período. Isso indica que o cristianismo na região floresceu mesmo depois do islamismo ter se tornado dominante na área. O cristianismo na região era forte devido ao trabalho missionário dos nestorianos siríacos do Iraque e da Pérsia, e devido à presença de tribos cristãs árabes na área. 

Sob pressão do islamismo, o cristianismo desapareceu até uma presença cristã ser reestabelecida com colonos portugueses, através de padres católicos romanos que se estabeleceram no século 16 em Khor Fakkan. 

Em 1797, a primeira de uma série de batalhas marítimas ocorreu entre a Grã-Bretanha e algumas áreas de sheiks. Com início em 1820, Londres assinou acordos com essas áreas que deram direitos de comércio exclusivo. Isso significou o começo do novo contato com cristãos para a região. 

Sob a proteção dos britânicos, o trabalho missionário pôde ser realizado nessas áreas. Missionários ocidentais começaram no início do século 19 construindo hospitais missionários. Já em 1841, um sacerdote católico romano percorreu a região. Em 1889, o vicariato da Arábia foi erguido em Áden. O Iêmen do Sul expulsou o vicariato, que se mudou para Abu Dhabi, em 1973. Na década de 1970, o vicariato tinha 11 paróquias e 15 capelas, duas das quais estavam nos Emirados Árabes Unidos. Ambas as paróquias foram fundadas em 1960 e serviram para estrangeiros. 

O protestantismo entrou na região em 1890 na pessoa de Samuel M. Zwemer (1867-1952) da Igreja Reformada na América; ele finalmente se instalou no Bahrein. A Igreja da Inglaterra estabeleceu o trabalho uma vez que os britânicos adquiriram alguma hegemonia no Golfo. Paróquias na região emergiram apenas na década de 1960 e foram limitadas aos estrangeiros das Ilhas Britânicas. A paróquia primária anglicana, a Igreja de Santo André em Abu Dhabi, está agora anexada à Diocese de Chipre e do Golfo, uma diocese dentro da Igreja Episcopal de Jerusalém e Oriente Médio. 

Outros ministérios religiosos protestantes/livres incluem os Irmãos Cristãos, a Missão da Aliança Evangélica (TEAM), a Igreja Presbiteriana Reformada e o Sínodo Evangélico. O pequeno trabalho da Igreja Adventista do Sétimo Dia é anexado à Seção do Golfo na Missão da União do Oriente Médio. Além disso, membros de várias igrejas ortodoxas se mudaram para os Emirados Árabes Unidos. 

O petróleo foi descoberto em 1958. Depois do auge nos preços do produto, em 1973, o número de cristãos expatriados cresceu rapidamente. Estrangeiros são predominantemente da Ásia e do Oriente Médio. Do total da população, cerca de 11% é cristã. A maior parte das denominações das igrejas realizam encontros de adoração nos Emirados Árabes Unidos. As igrejas de estrangeiros têm que ser cuidadosas ao aceitar convertidos em suas congregações. 

O evangelismo é proibido, mas grupos não muçulmanos podem adorar em edifícios próprios ou casas particulares

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