Não há portas fechadas

Não há portas fechadas


Ainda que Kim Jong-un não abra as portas das prisões para serem inspecionadas pelo Comitê de Direitos Humanos, não pode fechá-las às orações dos santos

 

Um dos pontos acordados entre o líder da Coreia do Norte e dos EUA, relatado nas diversas manchetes mundiais, trata da abertura do local de testes nucleares para serem inspecionados. Mas, a pergunta que pessoas de todo o mundo não querem calar é: Ele abrirá também as portas das prisões e dos campos de trabalho forçado – que se igualam ou até superam os campos de concentração nazistas – para serem inspecionados?

Irmão André, fundador da Portas Abertas costuma dizer: “Nossas orações podem ir aonde não podemos, não há fronteiras, nem muros de prisão, nem portas fechadas para nós quando oramos”.

Enquanto o movimento em direção à desnuclearização é um passo na direção certa, pouco foi dito e divulgado sobre as graves violações de Direitos Humanos ao longo de décadas. Quando Kim Jong-un permitirá inspeção nas prisões onde 300 mil norte-coreanos sofrem – dos quais cerca de 70 mil estão presos por causa da fé em Jesus Cristo?

Um relatório do Comitê de Guerra da International Bar Association de 2017 oferece detalhes angustiantes dos testemunhos vividos nos campos prisionais da Coreia do Norte:

Um juiz filho de um sobrevivente do notório campo de concentração em Auschwitz disse que as condições das prisões na Coreia do Norte são tão ruins, ou até piores, do que as enfrentadas no campo de concentração nazista.

Prisioneiros norte-coreanos são punidos e mortos com frequência por procurar comida. Execuções públicas são realizadas na frente de adultos e crianças com o objetivo de subjugar a população carcerária. Guardas executaram prisioneiros famintos porque foram encontrados cavando plantas comestíveis na encosta de uma montanha, e ali seus corpos foram deixados até serem decompostos.

Kenneth Bae, um missionário preso em um desses campos, depois de ser solto, descreveu trabalhar longas horas, cultivando o solo rochoso. Bae costumava perder dezenas de quilos, ser enviado aos hospitais para se recuperar e depois mandado de volta ao campo para trabalhar e assim ser “corrigido”.

E, para os americanos, um dos exemplos mais chocantes do tratamento desumano dos prisioneiros da Coreia do Norte é Otto Warmbier, um estudante americano de Cincinnatti, injustamente preso e torturado por 18 meses sob acusações forjadas (fato rotineiro sob ordens do atual líder. Warmbier morreu no ano passado após alguns dias depois de ter sido libertado de uma prisão norte-coreana. Seu pai, Fred Warmbier disse que a Coreia do Norte mandou seu filho para casa embrulhado num pacote. A morte de Otto é reflexo inquietante do desrespeito de Kim pela vida e pelos Direitos Humanos – característica que continua a definir o país comunista.

 

Pedidos de oração

  • Ore para que Kim Jong-un seja convencido a libertar os cerca de 70 mil cristãos injustamente mantidos em centros de detenção e campos de prisioneiros em todo o país.
  • Ore para que organizações como a Portas Abertas tenham permissão de acesso para fornecer treinamento e recursos para os cristãos na Coreia do Norte.
  • Ore para que outras organizações de ajuda humanitária entrem no país para fornecer ajuda, atendimento ao trauma e outros serviços necessários.

 

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