Colômbia

O crescimento da Igreja é significativo. As guerrilhas, os cartéis do narcotráfico, o corporativismo corrupto do governo e as religiões tradicionais continuam a testar a fé dos novos convertidos. Aqueles que se convertem são considerados traidores e alguns são assassinados. Missionários são ameaçados, sequestrados e às vezes mortos. Muitos cristãos são martirizados por assumir posições contrárias ao crime.

A Igreja evangélica da Colômbia é formada por cinco milhões de membros, dos quais 20%, um milhão, formam a Igreja Perseguida. Quinhentos mil cristãos perseguidos vivem entre os desalojados (campos de refugiados ou abrigos), em extrema pobreza. Os outros 500 mil vivem em áreas de conflito controladas pelos grupos armados ilegais. Estatísticas do Conselho Evangélico de Igrejas da Colômbia indicam que mais de 400 igrejas já foram fechadas e cerca de 150 pastores foram assassinados pelas facções desde 1998.

Após o fracasso dos acordos de paz entre governo e guerrilhas, os rebeldes se recusaram a sair da região. As igrejas continuaram fechadas e a pregação do evangelho, restrita. Diversas pessoas passaram a cooperar com os grupos paramilitares revolucionários. Em áreas específicas, grupos paramilitares revolucionários e antirrevolucionários - intimamente ligados ao crime organizado - operam dentro de um contexto de impunidade, da corrupção, da anarquia, guerra do narcotráfico e da violência estrutural. Dentro de tal contexto, os cristãos são um grupo vulnerável que, por causa de sua simples presença, constitui uma ameaça à hegemonia das organizações criminosas.

Em dezembro de 2014, a Igreja Brasileira recebeu a visita do pastor colombiano Pablo Rodriguez (nome alterado por questão de segurança), que partilhou seu testemunho de fé e abençoou centenas de pessoas que apoiam o cristão perseguido. Por compartilhar o evangelho em sua região, um vilarejo muito pobre onde os grupos armados assumiram total controle, sua esposa e filhos têm recebido ameaças constantemente. “Mas graças a Deus, ele tem nos colocado a salvo, minha vida foi poupada várias vezes. Muitos pastores têm sido assassinados por não deixarem de pregar o evangelho”, disse ele. “Igrejas foram fechadas e mesmo o governo não pode fazer nada”.Duas filhas de Pablo foram enviadas a um abrigo sustentado pela Portas Abertas, para que não fossem sequestradas ou mortas pelas FARC.

Níveis de violência
Os níveis de violência relacionados com a fé na Colômbia são elevados. Por parte do crime organizado, durante este ano, pelo menos, cinco cristãos foram mortos por sua fé em Guaviare, Meta, Antioquia e Córdoba por guerrilheiros, paramilitares e outras organizações criminosas. Este último também ordenou o fechamento de cerca de vinte igrejas, às vezes porque essas igrejas têm sido críticas da atividade de facções do crime, ou porque são vistas como cúmplices do governo ou grupos que se opõem ao crime.

Numerosos cristãos também foram expulsos de suas terras e violência contra as mulheres cristãs tem aumentado a cada dia. Por parte de líderes e comunidades tribais que são contra o cristianismo, pelo menos, duas igrejas foram fechadas, uma em Huila e uma em Córdoba. Durante este período de relatório, mais de 235 casos foram registrados em que cristãos foram expulsos nos departamentos de Cauca, Huila e Córdoba, e centenas foram ameaçados de expulsão. Casas e lojas de cristãos também foram destruídas.

Níveis extremos de violência
Os níveis de violência, sequestro e assassinato ainda são anormalmente elevados. Guerrilhas de esquerda e paramilitares de direita parecem ter abandonado agendas ideológicas e efetivamente se tornar gangues que lucram com cocaína e sequestros. Os líderes políticos ou religiosos que se opõem a tais grupos são o principal alvo de facções criminosas. Além disso, os grupos armados rotineiramente intimidam funcionários responsáveis pela aplicação da lei para ignorar crimes e os juízes decidirem a seu favor.

Última atualização em 7/1/2015

 

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