Um futuro diferente para crianças sama

Tribo discriminada das Filipinas recebe aulas de alfabetização de professora capacitada por treinamento da Portas Abertas
Um futuro diferente para crianças sama Lydia ensina crianças em centro de alfabetização na comunidade

O povo sama, das Filipinas, tradicionalmente ganha a vida com a pesca. Eles têm baixos níveis de educação e altos índices de pobreza. Outras tribos os discriminam, negando a eles emprego e acesso aos recursos comunitários. Além disso, se um sama decide deixar o islamismo para seguir a Jesus, é visto como um grande traidor de sua identidade, passando a ser isolado, zombado e excluído. Mesmo assim, há uma igreja local liderada por Matt* e Lydia*. Matt também trabalha como pescador. Lydia está à frente com ele, ajudando a liderar a adoração e orações, e encorajando jovens cristãos a ler a Bíblia e orar.

As doações e orações dos parceiros da Portas Abertas permitiram que Lydia participasse de um treinamento para ser professora de alfabetização. Os samas tem o mais baixo nível de alfabetização e educação de todas as tribos das Filipinas. O censo de 2010 mostrou que menos de 40% da tribo é alfabetizada e a média de educação é de apenas dois anos. Fornecer aulas de alfabetização significa melhores oportunidades de emprego, mais capacitação para conseguir benefícios do governo e ter a certeza de não serem enganados nos negócios. A educação também ajuda a ter senso de dignidade.

Lydia aprendeu a preparar planos de aulas e a lidar com os alunos. Ela dá aulas para crianças e adultos, cristãos e muçulmanos. “Isso tem causado um impacto bom na comunidade. Quando alfabetizo, conto histórias da Bíblia e as crianças as compartilham com os pais”, contou. Algumas dessas crianças também frequentam a escola estadual e Lydia é sempre encorajada ao ver que estão indo bem nos estudos. “Sempre que ouço que serão homenageados na escola ou receberão algum prêmio especial, isso alivia todo o cansaço que sinto. Sei que eu estou fazendo a diferença e fico muito feliz por ajudá-los”, compartilhou.

Quando essas crianças vão para a primeira série, os professores ficam maravilhados por já conseguirem ler e escrever. Mesmo para as crianças que frequentam a escola, as aulas de Lydia são um grande suporte, já que por serem samas e cristãos, eles, com frequência, enfrentam discriminação dos professores e bullying dos colegas. Lydia é realmente grata por receber treinamentos para alfabetização, liderança e preparação para a perseguição. “O Senhor que eu conheço irá abençoá-los cem vezes mais em tudo o que estão fazendo por ele”, concluiu.

*Nomes alterados por segurança.

Pedidos de oração

  • Neste Dia Mundial da Criança (data estabelecida pela ONU), apresente as crianças que têm aula com Lydia, que além de serem alfabetizadas, possam conhecer a Cristo.
  • Ore por Lydia e Matt, sua família e igreja.
  • Peça que esse trabalho possa ser fortalecido na comunidade.

 

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