República Islâmica do Irã

República Islâmica do Irã

  • Fonte de Perseguição: Opressão islâmica
  • Capital Teerã
  • Região Oriente Médio
  • Lider Hassan Rohani
  • Governo República
  • Religião Islamismo
  • Pontuação 85

POPULAÇÃO
MILHÕES

POPULAÇÃO CRISTÃ
MIL

“Na prisão, tive medo e me senti sem esperança”

Ao participar de aconselhamento pós-trauma, cristão perseguido do Irã fala sobre a dor da prisão
“Na prisão, tive medo e me senti sem esperança” Deus jamais nos abandona, mesmo quando está em silêncio (Foto representativa por razões de segurança)

Assim como ontem, hoje também vamos falar outro cristão iraniano que enfrentou a prisão por causa da fé em Cristo. Saman* também está frequentando o aconselhamento pós-trauma para ex-prisioneiros. Ele liderava os jovens de sua igreja. Era um cristão forte e apaixonado, mas quando foi preso, isso mudou rapidamente. “Quando eles me levaram para a prisão, deixei minha mãe tremendo e chorando em casa; ela viu como as autoridades me prenderam. Isso quebrou seu coração. Foi terrível ver aquilo. Na prisão, tive medo e me senti sem esperança. Eu me sentia tão longe de Deus que, durante os primeiros dias de prisão, eu não conseguia nem mesmo orar”, relata.

O cristão confessa que se sentia tão longe de Deus que em alguns momentos duvidava da fé. “Eu pensava: ‘É isso? Eu desperdicei 13 anos crendo nele? Será que ele ainda existe?’ Depois da minha primeira conversa por telefone com minha mãe e irmãs, fiquei tão irritado que saí gritando pelos corredores. Eu gritava: ‘Eu não mereço isso!’ Então, na minha cela, comecei a gritar com Deus: ‘Onde você está?’ Minhas orações foram se tornando mais suaves, até que a alegria do Espírito Santo veio sobre mim e comecei a dançar e a cantar ‘Jesus está vivo, Jesus está vivo’”. Ele reconhece que foi um árduo e lento processo.

“Se você me perguntar por que Deus estava em silêncio naquela época eu ainda não sei. Mas o que eu sei é a tarefa que ele me deu: viver o evangelho”, ele afirma. Saman relata que quando saiu da prisão, não recebeu os cuidados que esperava da igreja. Então se sentiu esquecido. “Ainda assim, nunca senti que Deus havia me abandonado definitivamente”, afirma Saman.

Durante o aconselhamento pós-trauma para ex-prisioneiros apoiado pela Portas Abertas, os cristãos receberam aulas práticas sobre trauma, arteterapia e estudos da Bíblia aliados a temas como o sofrimento e a espera em Deus. Ore pelos cristãos perseguidos do Irã que, como Saman, enfrentam a prisão por amor a Cristo. Que sejam fortalecidos em sua fé e curados em suas emoções.

*Nome alterado por segurança.

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