República Islâmica do Paquistão

República Islâmica do Paquistão

  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica; corrupção e crime organizado
  • Capital Islamabad
  • Região Sul da Ásia
  • Líder Arif Alvi
  • Governo República parlamentarista
  • Religião Islamismo
  • Pontuação 87

POPULAÇÃO
MILHÕES

POPULAÇÃO CRISTÃ
MILHÕES

Absolvidos suspeitos de participação em morte de cristãos

Absolvição representa retrocesso na luta da minoria cristã contra a lei de blasfêmia no Paquistão
Absolvidos suspeitos de participação em morte de cristãos (Foto representativa por razões de segurança)

Um tribunal antiterrorista (ATC, da sigla em inglês) em Lahore, Paquistão, absolveu 20 homens suspeitos de envolvimento no assassinato de um casal cristão. Em novembro de 2014, o casal foi queimado vivo no forno onde trabalhava, por supostamente ter incendiado algumas páginas de um Alcorão. Na ocasião do assassinato, uma multidão de cerca de 600 pessoas bateu em Shahzad Masih, de 26 anos, e em sua esposa grávida, Shama Bibi, de 24, até deixá-los quase mortos.

Por seu suposto ato de “blasfêmia”, o casal foi, então, lançado em um grande forno onde eram trabalhadores forçados. O boletim de ocorrência citava 52 pessoas que estavam diretamente envolvidas no ataque e foram condenadas sob a lei de antiterrorismo por “coagir ou intimidar e criar um senso de medo ou insegurança na sociedade”. O autor da queixa foi o próprio estado – primeira vez na história do Paquistão em que isso acontece em um caso de blasfêmia. Em novembro de 2016, cinco homens considerados culpados foram condenados à morte e outros oito receberam uma pena de prisão de dois anos. O incidente ocorreu em um vilarejo a 60 quilômetros de Lahore, a capital da região de Punjab.

Um quarto dos casos de blasfêmia é contra cristãos

O ministro de direitos humanos, Khalil Tahir Sindhu, que é cristão, havia comemorado a prisão do proprietário do forno, Yousuf Gujjar, e seu genro por sua participação em "incitar um líder de oração islâmica a declarar Shama e Masih culpados de blasfêmia pelo alto-falante de uma mesquita". Mas em abril de 2016, o ATC permitiu que Gujjar fosse liberado.

Assim como a liberação de Gujjar, a absolvição dos 20 suspeitos é um passo para trás para a minoria cristã do Paquistão e sua luta contra a lei de blasfêmia no país. A lei de blasfêmia é usada desproporcionalmente contra minorias religiosas. Os cristãos são cerca de1,5% do total da população, mas mais de um quarto (187) dos 702 casos de blasfêmia registrados entre 1990 e 2014 foram contra cristãos. Oremos pelos nossos irmãos da Igreja Perseguida no Paquistão, país que ocupa a 5ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2018.

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