A República Federal da Nigéria

A República Federal da Nigéria

  • Fonte de Perseguição: Opressão islâmica
  • Capital: Abuja
  • Região: África Subsaariana
  • Lider: Muhammadu Buhari
  • Governo: República
  • Religião: Islamismo 50%, cristianismo 40%, crenças nativas 10%
  • Idioma: Inglês (oficial), yoruba, ibo, hausa
  • Pontuação: 77

POPULAÇÃO
MILHÕES

POPULAÇÃO CRISTÃ
MILHÕES

A Nigéria é um gigante na África repleto de problemas complicados. Devido ao seu tamanho e recursos humanos e naturais, tem potencial para ser uma força enorme no continente. No entanto, a instabilidade política, a insegurança e a corrupção desenfreada que caracterizaram o país durante décadas ainda persistem e enfraquecem o país consideravelmente. 

As tensões regionais, étnicas e religiosas e a competição entre os políticos ampliam o problema. A medida como essas questões forem abordadas determinará se a Nigéria poderá ou não realizar o seu potencial e se tornar um país próspero e estável. No entanto, tudo indica que a Nigéria continuará a ser um país que luta para não afundar.

A hostilidade em relação aos cristãos é comumente difundida pelo ensino e pela prática islâmica radical. Isso é reforçado pelo fato de que o islã é a religião dominante na parte norte da Nigéria, enquanto o cristianismo é dominante no sul. A rivalidade entre grupos étnicos no Sul e no Norte muitas vezes contribui para a perseguição dos cristãos. Grupos armados radicais como Boko Haram e pastores muçulmanos fulani têm sido particularmente ativos na perseguição aos cristãos no Norte da Nigéria e na região do Cinturão Médio. A violência na área do Cinturão Médio indica que a perseguição violenta aos cristãos no país está se espalhando para o Sul. Além disso, há corrupção em todos os níveis de governo, e grupos criminosos (muitas vezes organizados ao longo de linhas étnicas) estão envolvidos no tráfico humano e de drogas. Ambos provocam a perseguição dos cristãos.

NOTAS SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL

O impacto produzido pelo Boko Haram é imenso. O grupo extremista Boko Haram realizou muitos ataques violentos contra os cristãos nos Estados do norte que resultaram em mortes generalizadas e na destruição das igrejas.

A incerteza e o segredo por trás da má saúde do presidente Buhari criou um ambiente em que as facções e as conspirações prosperam, até mesmo levando a rumores de um golpe. A maioria dos cristãos na parte Sul do país vive num ambiente em que a liberdade religiosa é respeitada. No entanto, os cristãos no Norte e no Cinturão Médio enfrentam violência cometida por grupos militantes islâmicos. Essa violência geralmente resulta em mortes, lesões corporais, bem como perda de propriedade. Como resultado da violência, os cristãos também são despojados de suas terras e meios de sustento. Os cristãos no Norte da Nigéria, especialmente nos estados onde a lei sharia governa, enfrentam discriminação e exclusão como cidadãos de segunda classe. Os cristãos ex-muçulmanos também enfrentam a rejeição de suas próprias famílias que os pressionam a desistir do cristianismo.

A corrupção enfraqueceu o estado e tornou-o disposto a proteger os cristãos da violência cometida por grupos como o Boko Haram. Às vezes, as igrejas são usadas como veículos para lavagem de dinheiro; as igrejas que são percebidas como associadas a essa atividade criminosa (ou seja, recebe doações de benfeitores criminais) muitas vezes acabam sendo alvo de violência relacionada ao crime.

A Nigéria, um país com a maior população na África e uma grande força política e econômica na África Ocidental e no continente em geral, é um legado do domínio colonial britânico. A conquista do que agora é a Nigéria começou com a anexação de Lagos como colônia da coroa britânica na década de 1850, o que levou ao estabelecimento de mais protetorados e colônias na região. Após a junção dessas várias colônias e protetorados em 1914, surgiu a Colônia e Protetorado da Nigéria.

Desde que ganhou independência em 1960, a Nigéria passou por uma série de administrações civis que foram sendo derrubadas pelo exército. Depois de 16 anos de governo militar por quatro generais diferentes, em que a transição para a democracia e o governo civil foi continuamente adiada, a Quarta República foi inaugurada com uma nova constituição em 1999. 

A transição que surgiu da Nigéria há mais de 15 anos aconteceu em parte devido à morte súbita do ditador militar general Sani Abacha. Após sua morte, seu sucessor, o general Abdulsalami Alhaji Abubakar, supervisionou uma rápida transição para o domínio civil e promulgou uma nova constituição. Desde a retomada do regime constitucional na Nigéria em 1999, o Partido Popular Democrata emergiu como o partido dominante ganhando todas as eleições presidenciais, exceto as eleições presidenciais de 2015. 

O país entrou em um novo capítulo da história em maio de 2015, quando Goodluck Jonathan foi derrotado nas eleições presidenciais e passou o poder à oposição. Nos últimos anos, o país tem lutado contra a insurgência em partes da região do Delta do Níger e militantes islâmicos radicais no Norte do país. A administração do presidente Buhari afirma que o Boko Haram foi derrotado em termos militares. No entanto, Boko Haram continua a ser uma ameaça para os nigerianos, em particular na parte Norte do país.

SITUAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL RECENTE

A etnicidade e a religião desempenham um papel importante na política nigeriana. Os políticos tentam mobilizar o apoio direta e indiretamente apelando para a solidariedade étnica e religiosa. Historicamente, os políticos muçulmanos hausa-fulani são percebidos como sendo dominantes na política nigeriana, especialmente devido ao seu domínio no exército, que sempre foi um ator importante na política nigeriana. 

O principal ponto de disputa na política nigeriana é a distribuição da receita derivada dos consideráveis recursos petrolíferos do país. A corrupção é desenfreada e um grave problema na Nigéria, tanto a nível federal como estadual.

A Nigéria é um Estado federal desde sua independência em 1960. Desde a virada do século 21, alguns dos estados do Norte da Nigéria adotaram a sharia tornando o islamismo cada vez mais influente. 

A violência política também é uma característica da política nigeriana. Além da guerra civil Biafra da década de 1960, a insurgência em curso no Delta do Níger mostra a persistência da violência política, mesmo na Nigéria contemporânea.

A Nigéria é classificada na posição 152 em 188 países no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O IDH é uma estatística composta por indicadores de expectativa de vida, educação e renda per capita. Um país registra um IDH mais elevado quando a expectativa de vida ao nascer é maior, o período de educação é maior e o rendimento per capita é maior. De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU, a expectativa de vida média dos nigerianos é de 53,1 anos e a taxa de alfabetização de adultos é de 59,6%. De acordo com o mesmo relatório, estima-se que o rendimento nacional bruto (RNB) per capita da Nigéria seja de 5,443. A Nigéria tem uma população muito jovem e uma alta taxa de desemprego. Em termos econômicos, bem como na prestação de serviços sociais, o norte da Nigéria é menos avançado em comparação com o Sul da Nigéria. 

A exportação de petróleo bruto é a principal fonte de receita para o Estado nigeriano e o pilar da economia. Em 2016, o país experimentou outra grave crise econômica e foi forçado a desvalorizar sua moeda novamente.

A primeira missão cristã que alcançou a Nigéria foi durante o domínio português na costa atlântica nos séculos 15 e 16. No entanto, durante esse período, os católicos portugueses deram prioridade às atividades econômicas e políticas, pelo que a missão cristã não avançou. 

Após a abolição do tráfico britânico de escravos transatlânticos pelo império britânico em 1807, outra séria tentativa foi feita para reintroduzir o cristianismo na Nigéria. Os escravos libertados que já haviam se convertido tornaram-se fundamentais na evangelização da população indígena. O caso de Samuel Adjai Crowther, que foi o primeiro sacerdote anglicano nigeriano, pode ser tomado como exemplo. Ele desempenhou um papel fundamental na evangelização em Yorubaland. Depois de testemunhar o sucesso de Crowther, os anglicanos da Sociedade Missionária da Igreja, os metodistas, os batistas e os católicos romanos aumentaram os esforços para ter uma forte presença cristã na Nigéria.

À medida que o cristianismo começou a florescer na Nigéria, as questões de discriminação, marginalização das elites africanas e disputas sobre os recursos, começaram a instigar cristãos contra cristãos e muitas divisões da igreja resultaram disso. 

A Igreja Africana dos Estados Unidos e a Igreja Africana (Bethel) se separaram da Igreja Anglicana em 1891 e 1901, respectivamente. Em 1917, a Igreja Metodista Africana Unida separou-se da Igreja Metodista. Desde 1950, as igrejas pentecostais tornaram-se muito visíveis e incluem a Igreja Cristã Cristiana de Deus, a Igreja da Bíblia da Vida Mais Profunda e a Igreja do Monte dos Fogos e dos Milagres. Há também grupos pentecostais como a Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular, a Full Gospel Business Men’s Fellowship International (algo como Comunidade Internacional dos Homens de Negócios do Evangelho Pleno), a Jovens Com Uma Missão (Jocum) e Cristo Para Todas As Nações.

REDE ATUAL DE IGREJAS

De acordo com as estatísticas da World Christian Database (WCD), as maiores denominações cristãs na Nigéria hoje são: Igreja Católica na Nigéria; Igreja Anglicana da Nigéria; Igrejas Evangélicas da África Ocidental; Convenção Batista da Nigéria; Igreja Apostólica da Nigéria; Igreja Celestial de Cristo; Sociedade de Igrejas de Cristo da Nigéria, Assembleias de Deus na Nigéria.

Além da etnia, a religião é uma das falhas significativas na Nigéria. O Sul da Nigéria é predominantemente habitado por cristãos, enquanto o Norte é habitado principalmente por muçulmanos. Isso se deve principalmente às restrições impostas à atividade missionária no Norte do país durante a época colonial. 

Essa divisão religiosa regional também coincide com a divisão étnica na Nigéria. Entre os três principais grupos étnicos estão: os hausa-fulani do Norte são predominantemente muçulmanos; os igbos do Sul e do Leste são principalmente cristãos; enquanto os yorubas do Sudoeste possuem uma população muçulmana e cristã significativa.

A religião desempenha um papel fundamental na sociedade nigeriana. Embora a Nigéria seja constitucionalmente um Estado secular com liberdade de religião consagrada na constituição, há quase 40 anos a elite governante do Norte vem dando tratamento preferencial aos muçulmanos e discriminando os cristãos. Desde 1999, a lei da sharia está imposta em doze Estados do Norte para a preocupação dos cristãos, causando um alto nível de tensão. Além disso, na região do Cinturão Médio da Nigéria, os pastores/colonos muçulmanos hausa-fulani estão matando e deslocando cristãos e se apossando de suas terras agrícolas. Pouco foi feito para interromper a perseguição aos cristãos nessas áreas.

No contexto nigeriano, grupos islâmicos armados como o Boko Haram, bem como os militantes que muitas vezes são conhecidos como pastores muçulmanos fulani (pastores de cabras), são os principais impulsionadores da perseguição. Esses grupos são responsáveis pelos incidentes mais violentos de perseguição, como ilustrado no assassinato e deslocamento de cristãos no norte da Nigéria e na região do Cinturão Médio. Além desses grupos, funcionários do governo e políticos - particularmente a nível estadual - também são fontes de perseguição na parte norte do país onde a sharia (conjunto de leis islâmicas) foi implementada como lei estadual. As pessoas comuns - particularmente a família direta e indiretamente - também são fontes de perseguição quando se trata de cristãos ex-muçulmanos.

•    Interceda pela Igreja Perseguida na Nigéria e peça ao Senhor que mantenha nossos irmãos na fé firmes e fortes, apesar da situação difícil que enfrentam.

•    Ore para que a liderança cristã nessa nação seja sábia e estratégica. A Nigéria enfrenta as consequências dos ataques violentos do grupo extremista Boko Haram.

•    Ore pelos perseguidores também, que seus corações sejam impactados pelo amor de Cristo e que eles abandonem os maus caminhos.

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