Federação da Malásia

Federação da Malásia

  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica
  • Capital: Kuala Lumpur
  • Região: Sudeste Asiático
  • Líder: Muhammad V
  • Governo: Monarquia constitucional federal parlamentarista
  • Religião: Islamismo, budismo, cristianismo, hinduísmo, confucionismo, taoísmo e outras religiões tradicionais chinesas
  • Idioma: Malaio (oficial), inglês, chinês e dialetos
  • Pontuação: 60

POPULAÇÃO
MILHÕES

POPULAÇÃO CRISTÃ
. MILHÕES

Com 60 pontos, a Malásia se classificou em 42º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2019. A queda de 5 pontos comparado ao ano anterior reflete o resultado inesperado das eleições presidenciais em 2018. Os pontos caíram de forma mais significativa nas esferas nacional e igreja, mas também em violência. Considerando que os cristãos e outras minorias ainda têm uma sensação de insegurança, desde que três trabalhadores cristãos (e um ativista social islâmico) desapareceram sem rastros em novembro de 2016 e fevereiro de 2017, há esperança que o novo governo traga mudanças positivas. Entretanto, leis são mudadas mais rápido do que maneiras de pensar, então qualquer mudança real para cristãos na sociedade será vista lentamente, quando muito.
 

“Quando eu era muçulmana, eu orava 5 vezes por dia desde a minha adolescência para agradar meus pais. Eu lia e recitava o Alcorão. Eu jejuava. Mas eu nunca tinha experimentado nada como isso antes.”
AINA (PSEUDÔNIMO), CRISTÃ DA MALÁSIA

 

Em surpreendente eleição em 9 de maio de 2018, o partido no governo da Malásia desde a independência em 1957 (Organização Nacional de Malaios Unidos, UMNO) foi derrotado pela coalizão de oposição Pakatan Harapan. A campanha do governo foi racista e étnica, tentando jogar também com questões religiosas, despertando o medo no eleitorado de que o partido de oposição tinha o objetivo escondido de cristianizar o país. Se o novo governo vai trazer desenvolvimento econômico e está disposto a tratar os cidadãos malaios com igualdade é o que ainda não se sabe.

O novo governo enfrenta desafios em diversas frentes e a maior tarefa, sem dúvida, será cumprir as expectativas econômicas, apesar do orçamento restrito. Já que o novo governo colocou em seus escalões mais não muçulmanos, incluindo cristãos, que nunca antes, eles podem ser usados como bodes expiatórios se a situação ficar difícil.

De acordo com uma pesquisa, 84,3% dos malaios sentem que a relação entre o governo e as pessoas é semelhante a que existe entre um pai e uma criança. Portanto, é certo dizer que os cidadãos malaios preferem o paternalismo à abertura do país. Esse desejo de ser protegido e seguro se reflete na eleição do ex-primeiro-ministro Mohamed Mahathir, que se tornou o chefe de governo eleito mais velho do mundo, aos 93 anos de idade. Estamos longe de saber agora se ele está disposto e será capaz de parar o unilateralismo dos políticos malaios e evitar usar a etnia ou a religião como trunfos no jogo político.
 

NOTAS SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL

A Malásia está se tornando cada vez mais islamizada. Os líderes da igreja estão mais expressivos em suas críticas a políticas governamentais injustas, seja sobre casamentos de fé mista e reivindicação de custódia, seja na política de ação social que beneficia as maiorias. Basicamente, essa política exclui os cidadãos com origem chinesa ou indiana e garante que os malaios étnicos e os povos indígenas tenham vantagem em cotas, subsídios, empréstimos e benefícios fiscais, etc.

Para agradar uma sociedade islamista, o governo pode responder com mais pressão sobre as minorias. Isso é provável porque o partido que está no poder desde a independência do país está atualmente envolvido em um enorme escândalo de corrupção internacional, o que pode afetar uma reeleição, embora até agora tenha conseguido administrar os tempos difíceis. Pode ser que isso pare agora, com o novo governo focando no desenvolvimento do país e da economia. Mas se falhar em fazer isso rápido, pode recorrer às velhas táticas de “dividir e conquistar", tendo como alvo as minorias religiosas e étnicas.
 

A sociedade malaia está cada vez mais dividida entre a maioria étnica malaia (que é claramente favorecida pelo governo) e as minorias chinesas e indianas, assim como populações indígenas tribais que vivem sobretudo no leste do país, que enfrentam discriminação. Racismo é uma experiência diária para as minorias étnicas da Malásia.

O país segue uma política de ação afirmativa pela qual os “bumiputra” (os “filhos do solo”, ou seja, cidadão malaios e indígenas) recebem benefícios do Estado no que se refere a moradia, escola e outras responsabilidades do governo. Na teoria, cristãos indígenas no leste do país deveriam se beneficiar dessa política, na prática esse não é o caso. Como um cristão explica: “Nós somos o ‘bumi’ (solo), eles são os ‘putra’ (filhos ou príncipes)”.
 

SITUAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL RECENTE

Depois que a oposição ganhou as eleições, em maio de 2018, o ex-primeiro-ministro Najib Razak foi detido, acusado de envolvimento em um dos maiores casos de corrupção do mundo e aguarda processo judicial.

O novo governo anunciou sua intenção de rever a Lei de Sedição e Segurança Nacional, que tem sido usada contra qualquer um que critique o governo de Najib Razak, em particular. O primeiro passo foi revogar a “lei de fake news” em agosto de 2018. O atual governo está focando em questões econômicas e orçamentárias e em resolver os casos de corrupção. Vozes radicais islâmicas ainda rodeiam e a sociedade malaia está definitivamente se islamizando mais, mas o governo tem outras prioridades a serem trabalhadas.

Embora o lema do governo seja "Uma Malásia", a maioria dos observadores concorda que não há apenas "uma Malásia" na prática. A antiga prática de discriminação contra minorias étnicas não malaias continua. Devido a políticas que continuam a favorecer a maioria étnica malaia, os cidadãos chineses e indianos enfrentam desvantagens explícitas nos escritórios públicos, na burocracia estatal, nas empresas públicas e nas forças armadas. É necessário um programa político que promova a unidade, mas não é provável que isso aconteça em um futuro próximo. No entanto, o novo governo enviou um claro sinal ao nomear dois cristãos para altos cargos judiciais e ao nomear um chinês como ministro das finanças.

Nota-se que a Malásia é uma monarquia singular no mundo: ela não é baseada em uma pessoa, mas é um ofício que é compartilhado entre os nove sultões regionais, revezando o poder entre eles a cada cinco anos. Esses líderes islâmicos detêm uma posição de muito poder. Em princípio, eles devem respeitar as decisões dos órgãos eleitorais, mas na verdade eles podem influenciar todas as decisões, já que nas questões relativas ao islamismo eles também têm poder de veto. Até agora, eles escolheram uma posição moderada na maioria dos casos e têm se oposto a demandas por mais islamização.

Em julho de 2015, o jornal americano, Washington Post, publicou um artigo alegando que cerca de 700 milhões de dólares foram transferidos para a conta privada do primeiro-ministro, em nome de um fundo estatal acusado de corrupção. Embora ele tenha conseguido efetivamente encerrar as investigações no país demitindo um deputado e o procurador-geral do país, as investigações internacionais na Suíça e outros países continuam há mais de dois anos. O novo governo decidiu retomar o caso e dentro de algumas semanas registrou um caso contra Najib Razak e sua esposa. Bens e quantias em dinheiro no valor de aproximadamente 273 milhões de dólares foram encontrados em várias propriedades pertencentes a Razak, quando houve uma busca por evidências em junho de 2018. A nova oposição e a liderança da UMNO também estão enfrentando acusações de corrupção e, enquanto as investigações continuam, detalhes surpreendentes estão sendo revelados.

Em termos de economia, a Malásia é um Estado de rápido crescimento e modernização. É um dos países economicamente e politicamente mais estáveis no Sudeste Asiático, embora o novo governo enfrente vários desafios. O custo de vida se tornou muito alto, inclusive para a classe média, então a taxa de bens e serviço foi abolida. Grandes projetos de infraestrutura foram pausados ou cancelados, dificultando as relações com os vizinhos Singapura e China. Entretanto, a Malásia tem vastos recursos – inclusive petróleo – e, se usados sabiamente, o país poderá se desenvolver. Como muito petróleo e gás se encontra nas águas próximas ao leste do país, especialmente em Sarawak, estamos por ver como uma divisão justa das receitas será alcançada.

A Malásia pretende alcançar o status de “alta renda" até 2020, conforme classificado pelo Banco Mundial, e se continuar a crescer economicamente a um ritmo constante, isso é muito possível. Há uma classe média crescente e a pobreza foi reduzida e agora está em um dos níveis mais baixos de todos os países do Sudeste Asiático. As chances de aumentar a prosperidade parecem promissoras.

Os comerciantes nestorianos e persas introduziram o cristianismo nas ilhas de Malaca no século 7, mas o cristianismo só começou a se espalhar com a chegada dos missionários católicos portugueses em 1511. Os britânicos assumiram Malaca em 1795 e a Sociedade Missionária de Londres foi fundada a partir de 1815. As igrejas foram estabelecidas principalmente para servir expatriados britânicos. Por acordo silencioso entre as autoridades britânicas e o sultão, o trabalho missionário entre os muçulmanos não era permitido. Assim, os missionários concentraram-se em tribos animistas. Devido a uma mudança de política do governo, a maioria dos missionários teve que deixar o país até o final da década de 1970, mas a igreja continuou a crescer, especialmente no leste da Malásia.

Para entender melhor o cristianismo na Malásia, é necessária uma explicação adicional. Nesse país, pode ser mais útil fazer distinções de acordo com a distribuição e origem geográfica da população. Por exemplo, a maioria dos cristãos vem da etnia bumiputra, que significa "filho do solo". Portanto, eles pertencem ao país e provêm de uma população tribal indígena. Do ponto de vista do governo, eles se qualificam para benefícios estatais, como casas com desconto, bolsas de estudo, etc., mas na prática isso só se aplica enquanto os bumiputra não são cristãos. Se eles se tornam cristãos, seus privilégios são rapidamente retirados.

Os cristãos não bumiputra vêm principalmente das minorias étnicas chinesas e indianas e são divididos em uma infinidade de denominações diferentes, variando em tamanho, de igrejas domésticas a mega igrejas. Finalmente, a distribuição geográfica também é importante. A maioria dos cristãos de bumiputra está vivendo nos estados de Sabá e Sarawak; o último ainda mantém uma maioria cristã. Esses estados estão no leste da Malásia e estão situados na ilha de Bornéu, que é compartilhada com Brunei e Indonésia. Para complicar a situação, muitos bumiputra estão migrando para o oeste da Malásia por razões educacionais ou econômicas, onde é especialmente difícil para eles permanecerem fiéis à sua fé cristã.

Os cristãos malaios ex-muçulmanos completam a imagem da igreja da Malásia. Esses cristãos enfrentam um alto nível de perseguição, uma vez que eles não apenas deixam a fé, pois essa decisão é vista como traição contra a própria etnia e nação.

Cada malaio tem uma carteira de identidade emitida pelo Departamento Federal de Registro na qual a religião é marcada. Uma vez que um cidadão é registrado como muçulmano, isso só pode ser mudado após longos processos judiciais – com poucas chances de sucesso. A Malásia parece ser o único país no mundo onde conversão religiosa altera a etnicidade também. Há relatos de casos de filhos de nativos convertidos que repentinamente professaram ser malaios muçulmanos, sendo que sua etnia real é iban. Quando perguntados por que fizeram isso, responderam: “Porque nossos professores muçulmanos nos falaram para fazer”. O Departamento de Registro também emite certificado de óbito. Se a carteira de identidade do morto o identifica como muçulmano, as autoridades informam os líderes muçulmanos. Se os ritos de velório não são realizados em conformidade com o islã, as autoridades muçulmanas têm o direito de tirar o corpo da família não muçulmana para que rituais islâmicos sejam realizados.

Cristãos ex-muçulmanos podem ser forçados a se divorciar e assim perdem seus direitos. Fazer um batismo, casamento ou funeral cristãos pode ser muito difícil ou mesmo impossível. Os convertidos podem ser isolados de suas famílias, expulsos de casa ou enviados para campos de purificação (ou reeducação) islâmica. Filhos de convertidos têm que participar das aulas de islamismo na escola e há relatos de que são pressionados a se converter ao islã.

Alguns cristãos de tribos indígenas voltam ao islamismo porque são enganados. Para receber ajuda financeira do governo, alguns deles entregaram a carteira de identidade e assinaram um formulário sem saber que era uma declaração de conversão ao islamismo. Quando receberam seu documento de volta, perceberam que a religião havia sido mudada. Quanto tentaram reverter isso, o Departamento Federal de Registro disse que só poderia mudar com aprovação dos tribunais da sharia (conjunto de leis islâmicas), o que seria impossível de obter.
 

REDE ATUAL DE IGREJAS

Dois terços dos cristãos da nação vivem no leste da Malásia, onde estão apenas 30% da população total do país. Muitas igrejas estão operando em linhas étnicas e têm medo de integrar cristãos com ex-muçulmanos, ou até não veem necessidade. As principais denominações cristãs na Malásia são anglicanos, batistas, luteranos, metodistas, presbiterianos e igrejas independentes.

Pela lei, muçulmanos malaios não têm permissão de se converter a outra religião em nenhum estado, exceto Sarawak. O Partido Islâmico Pan-Malaio (PAS) quer que haja pena de morte por apostasia, mas até agora não foi bem-sucedido em seus esforços. Os cristãos ex-muçulmanos não podem participar de nenhuma atividade pública da igreja, porque se fizerem correm o risco de ser pegos pelas autoridades e a igreja enfrentará sérias consequências por recebê-los. Portanto, cristãos ex-muçulmanos se reúnem secretamente em diferentes casas, longe dos olhos do governo, da comunidade e das igrejas registradas.

Consequentemente, eles têm que ser muito cuidadosos no modo como adoram, principalmente se são os únicos cristãos na família. Bíblias e outros materiais cristãos têm que ser escondidos cuidadosamente e só podem ser lidos com muita precaução, pois famílias muçulmanas devotas não aceitam isso. Como os cristãos ex-muçulmanos são considerados apóstatas, é muito arriscado para eles revelarem a fé, pois serão punidos ou enviados para um centro de purificação islâmica, onde são pressionados a retornar ao islã. Sabe-se que convertidos desapareceram de uma hora para outra sem que ninguém saiba seu paradeiro.

A constituição da Malásia define "malaio" como um seguidor do islamismo. Todo cidadão da etnia malaia é, portanto, entendido como muçulmano. Embora o Estado seja secular por definição, o islamismo tem uma forte influência na vida cotidiana. O sistema legal e as instituições políticas do país são fortemente influenciados pelo islamismo. Essa influência está crescendo, o que significa grande desvantagem para a minoria não muçulmana.

Um pouco mais da metade da população é etnicamente malaia, cerca de um quarto é de origem chinesa, 11% são indígenas e cerca de 7% têm ascendentes indianos. O país viveu sérios conflitos étnicos em 1969, que ainda estão vivos na memória da população. A maioria dos malaios étnicos são muçulmanos e, juntamente com os povos indígenas (que muitas vezes não têm educação e vivem no leste da Malásia), gozam de uma política que dá vantagens nas decisões relativas a cotas, subsídios, empréstimos e benefícios fiscais. Basicamente, esta política exclui os cidadãos com origem chinesa ou indiana (a maior parte dos cristãos vem das minorias não malaias).

Para as minorias religiosas, um ponto de tensão acontece na reivindicação de custódia em casos de divórcio entre religiões diferentes. A fim de reivindicar a custódia com sucesso, o parceiro que geralmente a perde (quase sempre o marido), converte-se rapidamente para o islamismo e apresenta um pedido aos tribunais que seguem a sharia (conjunto de leis islâmicas), que confiam a custódia à parte muçulmana. Em teoria, os tribunais civis estão acima dos tribunais islâmicos, mas, na prática, a polícia considera mais fácil deixar a decisão por conta deles. O governo prometeu encontrar uma solução para esse problema em um futuro próximo.

A islamização da sociedade está aumentando, especialmente com a introdução do índice da sharia, que foi criado pelo governo em 2015 para medir "padrões islâmicos" em vários aspectos da vida da nação. De acordo com o governo, a taxa de cumprimento da sharia em 2015 foi de 75,4%. A pergunta é, como seria a sociedade se a taxa chegasse a 100%? Há também mais restrições que afetam os não muçulmanos. Por exemplo, durante o Ramadã (período de oração e jejum para os muçulmanos), as cantinas não servem comida a não muçulmanos. A constituição proíbe os malaios de se converterem a outras religiões e limita a propagação de religiões não muçulmanas.

Em uma longa espera pela decisão, a Corte Federal decidiu que a conversão de crianças menores de 18 anos precisa do consentimento de ambos os pais. O governo anterior, entretanto, decidiu estabelecer um departamento especial chamado “Divisão de Justiça da Sharia e Harmonização” para resolver questões pertencentes ao islamismo e à sharia, que ocorre em níveis federais e internacionais. Como o novo governo irá lidar com essa questão altamente política pode dar uma indicação da direção que será garantida às minorias.

Quando a conversão ao cristianismo se torna conhecida, o cristão é geralmente denunciado às autoridades islâmicas ou simplesmente expulso da comunidade. Cristãos ex-muçulmanos são excluídos da ordem hereditária e é um problema para cônjuge não muçulmano requerer a custódia dos filhos. No entanto, há casos em que cristãos ex-muçulmanos são aceitos por sua família, que vem a conhecer Cristo também. Para os cristãos ex-hindus e ex-budistas, a pressão vem mais da família, pois o governo está mais preocupado com a conversão de muçulmanos.

Os convertidos são o grupo que enfrenta a perseguição mais forte, já que todos os malaios étnicos são considerados muçulmanos. Quem se afasta disso não está indo apenas contra a constituição, mas também contra a sociedade em geral e, claro, contra a família e o bairro. Na verdade, todos os cristãos são observados tanto pelas autoridades como pelas ONGs, mas o foco mais forte é contra grupos protestantes não tradicionais, pois esses tendem a ser mais ativos em testemunhar sobre a fé.

A Malásia carrega a imagem de ser um dos melhores modelos mundiais de país islâmico liberal e tolerante. No entanto, essa imagem tem se desgastado ao longo dos anos, uma tendência confirmada em 2018. Um exemplo disso é o esforço contínuo do governo de introduzir a lei penal sharia (hudud) no estado de Kelantan. O partido muçulmano conservador, PAS, que governa o estado, pediu a implementação da lei imediatamente após as eleições de maio de 2018.

De acordo com a constituição, a sharia não tem o mesmo pé de igualdade que a lei civil, mas na prática esse regulamento não vigora mais, o que é claramente visto em casos de divórcio e custódia. Às vezes, as decisões dos tribunais induzem os pais a se converterem ao islã, pois se pedirem a custódia de acordo com a sharia, ela será concedida a eles. A polícia prefere implementar a última decisão para ter menos problema. Isso levanta a questão do governo da lei na Malásia.

A proibição de usar a palavra “allah” para Deus na língua bahasa-malaia, implementada contra um jornal cristão, que foi sancionada pela Alta Corte em janeiro de 2015, está sendo seguida por outros casos. Na eleição de 2018, por exemplo, um político cristão foi acusado de ter uma “agenda puramente missionária”.

A população malaia se beneficia da "política de ação afirmativa" do governo, com o efeito de que os não malaios (e com eles a maioria dos cristãos) são virtualmente tratados como cidadãos de segunda classe. Isso inclui o grande grupo de cristãos indígenas bumiputra.

O chefe do partido político PAS (oposição ao atual governo), que propôs a introdução do código penal islâmico (hudud) no estado nordestino de Kelantan, acusa cristãos abertamente, alegando que eles estão convertendo os muçulmanos usando dinheiro como incentivo. Tais comentários semeiam discórdia e ódio contra os cristãos.

Além disso, todas as crianças em escolas primárias são obrigadas a receber a educação islâmica. Nas escolas estaduais, apenas estudantes muçulmanos (incluindo cristãos ex-muçulmanos) devem participar de aulas islâmicas.

O novo governo permitiu a comissão de direitos humanos da Malásia, Suhakam, atuar como órgão consultivo e preparar um relatório do desaparecimento do pastor Raymond Koh, que foi sequestrado em plena luz do dia por desconhecidos em 13 de fevereiro de 2017. De acordo com relatos da mídia, esse sequestro poderia ser vinculado a alegações de que ele estava ativo na conversão de muçulmanos. Entretanto, um informante da polícia se recusou a testemunhar em público depois de alegar, em maio de 2018, que as forças especiais da polícia tinham cuidado do sequestro.

  • Ore por proteção para as reuniões secretas de cristãos ex-muçulmanos e para que elas sejam um tempo de encorajamento e unidade.
  • Interceda pela vida daqueles que são expulsos de casa por se converter a Jesus e enviados a campos de reeducação islâmicos.
  • Como a constituição define os malaios como muçulmanos, não há liberdade para praticar nenhuma outra religião e também é proibido compartilhar o evangelho entre eles. Ore por mudança e que mesmo assim o reino de Deus avance no país.

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