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República da Índia

República da Índia

  • Fonte de Perseguição: Nacionalismo religioso
  • Capital: Nova Deli
  • Região: Sudeste Asiático
  • Lider: Ram Nath Kovind
  • Governo: República
  • Religião: Hinduismo, islamismo, cristianismo, sikhism, budismo
  • Idioma: Hindi, inglês e mais de 20 outras línguas oficiais
  • Pontuação: 81

POPULAÇÃO
BILHÃO

POPULAÇÃO CRISTÃ
MILHÕES

Desde que Narendra Modi chegou ao poder em maio de 2014, o nível de perseguição religiosa contra os cristãos aumentou dramaticamente. Todos os anos, incidentes mais violentos são registrados, principalmente porque o governo olha para o outro lado.

A crescente influência do intolerante radicalismo hindu gera enormes problemas para os cristãos como a violência de grupos hindus radicais locais (por exemplo, Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS), Shiv Sena e Vishva Hindu Parishad (VHP)), ou de aldeões irritados (instigados por hinduístas). Eles atacam cristãos e não são impedidos pelas autoridades. As autoridades locais, estaduais e nacionais são muitas vezes dominadas pelo partido hindu, Partido do Povo Indiano (BJP). Isso significa que os radicais hindus podem atuar com crescente impunidade.

Todos os cristãos estão passando por perseguição na Índia, uma vez que os radicais hindus os vêem como estranhos à nação. Eles querem limpar o país do islamismo e do cristianismo e não se esquivam de usar a violência para isso. Converter-se para o cristianismo – quando se vem de uma família hinduísta – é suportar o peso da perseguição na Índia e estar constantemente sob pressão para retornar ao hinduísmo. Muitas vezes, os cristãos ex-hinduístas são agredidos fisicamente e até mortos.

Os agressores radicais gozam cada vez mais de impunidade quando assediam muçulmanos ou cristãos. Como resultado, o nível de medo e incerteza entre a maioria dos cristãos na Índia está aumentando. O fato de que o governo está desviando o olhar quando as minorias religiosas são atacadas provavelmente causará um aumento da violência nos próximos anos.

Em 15 de julho de 2017, o pastor Sultan Masih foi morto em um tiroteio fora de sua igreja em Ludhiana, Punjab. Em 15 de março de 2017, a organização cristã dos Estados Unidos, Compassion International, encerrou suas atividades na Índia após 48 anos devido ao aumento das restrições governamentais. O Ministério dos Assuntos Internos acusou a organização de financiar parceiros indianos que não estavam registrados para receber fundos estrangeiros. Desde que o BJP chegou ao poder em 2014, grupos hindus acusaram as instituições de caridade cristãs de usar suas atividades para converter hindus. 

Em 10 de maio de 2017, a polícia prendeu seis pastores na casa de um cristão na aldeia de Salempur (Uttar Pradesh), onde reuniram aproximadamente 250 cristãos para um culto de cura. Os pastores pertencem a uma igreja não tradicional e foram acusados de perturbação da paz, criando hostilidade entre religiões e tentando incitar uma revolta. 

NOTAS SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL

• O crescimento da igreja apresenta muitas necessidades, especialmente em questões de desenvolvimento de discipulado e liderança. O alvo sistemático da igreja por hindus radicais também traz outras necessidades como preparar a igreja para responder positivamente à perseguição e à necessidade de maior unidade e cooperação entre as várias denominações.

• Os hindus vêm os cristãos como uma ameaça para a nação (por causa do crescimento no número de convertidos ao cristianismo). O número de incidentes violentos em que os cristãos foram atacados aumentou dramaticamente desde maio de 2014, quando o Partido do Povo Indiano (BJP) assumiu o poder e seu candidato Narendra Modi tornou-se o primeiro-ministro da Índia. Uma vez que o governo se recusa a tomar medidas adequadas, os radicais hindus sentem que podem atacar os cristãos com impunidade.

• A discriminação é muito comum na Índia e está baseada no antigo sistema de castas. Isso afeta os cristãos em todo o país porque a maioria dos convertidos ao cristianismo vem das castas inferiores ou do grupo dos dalits (anteriormente conhecidos como “intocáveis”, a casta mais baixa desse sistema). Quando eles se convertem ao cristianismo, esperam ser libertados da discriminação social. No entanto, eles logo vivenciam que o sistema de castas permeia até mesmo a comunidade cristã – isso explica em parte por que foram efetivas as campanhas organizadas por hindus radicais de Ghar Wapsi – “volta para casa” (em tradução livre), um termo que descreve o esforço de reconverter aqueles que abandonaram o hinduísmo.

• As ONGs cristãs são alvo de interrogatórios detalhados por diferentes departamentos governamentais (por exemplo, pelo escritório de imposto de renda e agências de inteligência) nas tentativas de encontrar falhas e acusá-las de estarem envolvidas em atividades antinacionais (especialmente no que se refere às conversões ao cristianismo).

• Há um aumento significativo no número de grupos políticos pró-hindus locais, além de um aumento do número de reuniões abertas e acampamentos onde os jovens são educados no nacionalismo e encorajados a mostrar o ódio contra outras religiões.

• Há uma ênfase crescente no hinduísmo nas escolas.

Índia

A partir de 1920, o líder nacionalista Mahatma Gandhi liderou protestos não-violentos contra o governo colonial britânico, o que acabou levando a Índia à independência em 1947. Nessa ocasião, a maioria muçulmana que vivia no Norte do país se separou, fundando o Paquistão como uma nação muçulmana. 

Em 1971, a guerra contra o Paquistão Oriental originou outro país, Bangladesh.
Desde a década de 1990, a Índia também assumiu um papel muito mais assertivo na política mundial e tentou se tornar uma das novas superpotências. A Índia é membro de um grupo de países chamado BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que busca se tornar uma alternativa à política e à economia global dominadas pelo Ocidente. 

A Índia possui tecnologia nuclear. Inclusive lançou sua própria sonda Mars.
Outra característica que mudou na Índia nas últimas décadas é a diminuição do nível de tolerância. Tradicionalmente, o hinduísmo e o budismo (ambos originários da Índia) costumavam ser considerados pacíficos.

Desde a década de 1990, o hinduísmo assumiu um caráter muito mais violento. Diminuíram a tolerância para: a dissidência, as minorias, o respeito pela diversidade religiosa e cultural. Uma parte substancial da população simpatiza com a liderança autoritária. Essa liderança não hesita em impor sua vontade aos opositores por meios violentos.

Desde maio de 2014, a Índia é governada pelo Partido do Povo Indiano (BJP), de linha dura, sob a liderança do primeiro-ministro Narendra Modi. Modi, aliás, tem má reputação por ter ignorado atrocidades cometidas por fanáticos hindus quando era ministro-chefe do Estado de Gujarat em 2002, onde centenas (senão milhares) de muçulmanos morreram em um ataque marcado pela violência. Desde maio de 2014, o nível de intolerância na Índia aumentou e centenas de incidentes violentos foram registradas.

SITUAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL RECENTE

A Índia é uma entidade política complexa. É uma federação com um governo central em Nova Delhi que tem poderes relativos a assuntos estrangeiros, exército e economia. O país é composto por 29 Estados e 7 territórios sindicais (áreas administradas pelo governo central).

A constituição da Índia declara que o país é um Estado secular. Os radicais hindus se mobilizam para mudar isso, declarando o hinduísmo como a religião nacional. Eles também querem impor legislação anticonversão a nível nacional, mas para isso é necessária uma maioria de dois terços no parlamento. Apesar da postura secular oficial na política e no exército, o hinduísmo muitas vezes funciona como a religião padrão. Cristãos e muçulmanos estão em clara desvantagem. 

A Índia costumava ser considerada um país em desenvolvimento nas primeiras décadas após a independência em 1947, o que foi reforçado pela adesão da liderança da Índia aos princípios socialistas inicialmente. Isso mudou completamente devido às políticas liberais na década de 1990: agora a Índia tem uma das economias de crescimento mais rápido do mundo, mesmo a crise econômica de 2008-2014 afetando esse crescimento de forma marcante. 

De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a partir de outubro de 2015, a economia indiana passou a valer nominalmente 2.182 trilhões de dólares e é a 7ª maior economia por taxa de câmbio do mercado. Mas a nova riqueza não é distribuída igualmente: a distância entre os muito ricos e muito pobres aumenta rapidamente. A pobreza ainda é alta nos 30% da população.

Os cristãos tendem a estar em uma posição ainda mais desfavorável, pois muitas vezes eles não têm acesso à educação e, portanto, se encontram nas camadas mais baixas da sociedade. A burocracia e a corrupção são fatores bastante conhecidos em toda a Índia.

Por um lado, se os cristãos tentam construir uma nova igreja, ou renovar uma existente, eles encontrarão muita burocracia e oposição. A única maneira de ignorar o obstáculo da burocracia é o pagamento de subornos. Muitos dos menores funcionários da administração, cuja renda é baixa, precisam do rendimento extra da corrupção para sobreviver.

Os cristãos na Índia constantemente enfrentam esses obstáculos em quase todos os aspectos de sua vida. Receber apoio financeiro do exterior tornou-se muito difícil na Índia. Todos os presentes e apoios precisam ser reportados ao escritório de impostos. O trabalho das ONGs cristãs sofreu com isso. 

A maioria dos cristãos pertence às camadas sociais mais baixas e pobres. Eles enfrentam os desafios diários de discriminação, pobreza, analfabetismo, cuidados inadequados de saúde pública e desnutrição. Muitas igrejas não têm recursos financeiros para fazer algo sobre isso. Elas precisam de assistência do exterior para executar projetos sociais etc., mas as restrições governamentais tornam isso praticamente impossível.

A característica social mais destacada da Índia é o sistema de castas – uma estratificação hierárquica da sociedade indiana que remonta a muitos séculos e é de fundo religioso. De acordo com a tradição chamada Varna, existem quatro castas (brahmins, kshatriyas, vaishyas e shudras), além de uma lista de grupos, agora conhecidos como dalits, que foram historicamente excluídos do sistema Varna e ainda são condenados ao ostracismo como “intocáveis”. O sistema de castas é onipresente na Índia, com castas superiores governando o país.

Pode ser surpreendente que o sistema de castas também permeie a igreja na Índia. A maioria dos cristãos na Índia vem das castas inferiores ou mesmo dos dalits. Eles se converteram do hinduísmo querendo escapar de sua situação de “intocáveis”, mas descobriram que existem as mesmas barreiras dentro da igreja.

Muitos ficam desapontados, o que faz parte da explicação de por que a campanha de Ghar Vapsi dos radicais hindus foi efetiva (Ghar Wapsi – “volta para casa” (em tradução livre), um termo que descreve o esforço de reconverter aqueles que abandonaram o hinduísmo. A abolição do sistema de castas dentro da igreja é um grande desafio que terá de ser tratado no futuro.

O segundo grande problema social para os cristãos na Índia é a presença dos maoístas, a.k.a. naxalitas. Os naxalitas são um remanescente do período da Guerra Fria, eles são militantes comunistas radicais cujas fortalezas são encontradas nas regiões mais pobres da Índia.

Essas são regiões difíceis de ser controladas, como as selvas de Andhra Pradesh, Bihar, Chhattisgarh, Jharkhand, Kerala, Maharashtra, Odisha e Telangana. Os cristãos que vivem em áreas sob o controle naxalita são constantemente monitorados e não podem praticar sua fé em público.

Se eles se recusarem a seguir todos os comandos, os naxalitas os escolherão e darão um exemplo durante uma reunião especial da aldeia. Isso pode ser limitado a uma batida grave, ou até uma execução pública.

Outra grande questão social na Índia é o enorme nível de violência física e a falta de respeito pela vida humana. Homicídios de honra, jogar ácido, linchamentos por multidões, execuções e muitas outras atrocidades acontecem todos os dias e em todo o país. Os cristãos são muitas vezes vítimas dessas práticas, pois as longas listas de incidentes violentos publicados anualmente testificam.

Mulheres e meninas na Índia ainda são negligenciadas e percebidas como inferiores. Elas têm taxas mais baixas de alfabetização e educação. A preferência da sociedade por meninos leva ao aborto seletivo de meninas e ao infanticídio feminino. A Índia tem um crescente déficit populacional feminino de 35 milhões de mulheres.

A mídia na Índia traz relatos de estupros de mulheres todos os dias. As forças policiais muitas vezes não mostram interesse real em ajudar as vítimas ou levar justiça sobre os criminosos. A Índia tem mais de dois mil grupos étnicos e todas as principais religiões são representadas. É quase impossível listar os grupos étnicos.

Somente o continente africano ultrapassa a diversidade linguística, genética e cultural da nação da Índia. A maioria dos idiomas usados são: dialetos hindus (41,03%); bengali (8,11%); telugu (7,19%); marathi (6,99%); tamil (5,91%); urdu (5,01%); gujarati (4,48%); e kannada (3,69%).

De acordo com a tradição mais antiga, o apóstolo Tomé foi à Índia no século 1 e estabeleceu as primeiras igrejas na região – principalmente em Kerala. Assume-se que os primeiros convertidos eram em grande parte prosélitos judeus de Cochin – se acredita terem chegado à Índia em torno de 562 a.C., após a destruição do Primeiro Templo em Jerusalém. Outra tradição menciona que Bartolomeu visitou a Índia no século 2.

No século 5, vários cristãos do Oriente Médio foram para a Índia a fim de evangelizar. A colônia dos cristãos sírios estabelecidos em Kodungallur pode ser a primeira comunidade cristã no Sul da Índia, sobre a qual há um registro escrito contínuo. O líder mais importante desses cristãos era Tomás de Cana.

O missionário dominicano Jordanus Catalani foi o primeiro europeu católico a chegar na Índia em 1320 e iniciou um trabalho missionário na cidade de Surat. O século 15 viu o surgimento do colonialismo. Para a Índia, isso significou a chegada dos portugueses em Goa e outras cidades, e com eles missionários das diferentes ordens (franciscanos, dominicanos, jesuítas, agostinianos etc.) que começaram imediatamente a construir igrejas ao longo dos distritos costeiros onde o poder português se estabeleceu.

Os primeiros missionários protestantes a pisar na Índia foram dois luteranos da Alemanha, Bartholomäus Ziegenbalg e Heinrich Plütschau, que começaram a trabalhar em 1705 no assentamento dinamarquês de Tranquebar (agora conhecido como Tharangambadi em Tamil Nadu). 

Em 1793, William Carey, um ministro batista inglês foi para a Índia como missionário. Ele trabalhou em Serampore, Calcutá e outros lugares. Ele traduziu a Bíblia para bengali, sânscrito e inúmeras outras línguas e dialetos. Carey trabalhou na Índia até sua morte em 1834. 

Durante o século 19, vários missionários batistas norte-americanos evangelizaram no Nordeste da Índia. Ainda hoje, as maiores concentrações de cristãos na Índia continuam sendo no nordeste, entre os grupos de nagas, khasis, kukis e mizos.

REDE ATUAL DE IGREJAS

As comunidades de cristãos estrangeiros são o menor grupo – menos de 1% de todos os cristãos no país. As maiores igrejas estrangeiras são formadas por refugiados afegãos e da Birmânia.

Um exemplo é a comunidade afegã que tem uma congregação em Nova Deli. Na maioria das vezes, essas congregações não atrairão a ira dos extremistas hindus na Índia por duas razões: a) eles têm uma associação étnica muito distinta; b) não são ativos na evangelização dos cidadãos indianos.

As comunidades cristãs históricas são o grupo mais antigo presente na Índia. A maior é a Igreja Católica Romana. Várias igrejas ortodoxas também pertencem a esse grupo, como a Igreja Síria Mar Thoma. Depois, há a Igreja do Norte da Índia e a Igreja do Sul da Índia – origem anglicana. No total, esse grupo representa cerca de 40% dos cristãos na Índia. 

Embora essas igrejas não estejam ativas na evangelização, elas são atacadas por extremistas hindus que vandalizam igrejas e objetos religiosos. As comunidades de convertidos para o cristianismo são o primeiro alvo de extremistas hindus. Os convertidos do hinduísmo assumem o peso da perseguição na Índia e enfrentam assédio diariamente.

O número de incidentes violentos relatados é muito alto. A maioria dos convertidos forma congregações de igrejas domésticas que fazem parte de algum grupo protestante – portanto, não é viável fazer uma estimativa de seu tamanho.

As comunidades cristãs não-tradicionais são o maior grupo de cristãos: compõem quase 60% dos cristãos na Índia e incluem um crescente número de convertidos para o cristianismo.

Os protestantes não-tradicionais estão em mais de 1.100 denominações, incluindo batistas, evangélicos, pentecostais, evangelho pleno e assembleias de Deus. Eles são regularmente alvo de militantes hindus.

Apesar da disposição constitucional de que a Índia tem liberdade religiosa, cada Estado define sua própria política em relação à religião. Cinco deles (Orissa, Himachal Pradesh, Gujarat, Madhya Pradesh e Chhattisgarh) implementaram a chamada legislação anticonversão. Em Arunachal Pradesh e Rajasthan, a lei existe no papel, mas não foi implementada.

Desde maio de 2014, o governo central da Índia está nas mãos do BJP. Em todo o país, o nível de impunidade dos radicais hindus que cometeram atrocidades contra minorias religiosas e étnicas aumentou. Os cristãos sofrem mais do que nunca os ataques diários.

Os cristãos não têm um grande partido político (exceto algumas tentativas em Andhra Pradesh e pelo menos uma em Uttar Pradesh). Os cristãos só podem se juntar em festas tradicionais. Pode ser uma surpresa alguns desses cristãos terem se juntado ao BJP. De fato, muitos cristãos votaram por Modi porque gostaram da sua agenda econômica e esperavam que ele acabasse com a inércia que caracterizava a era de Manmohan Singh. Os cristãos também não estão presentes no corpo judicial.

Os policiais locais têm a má reputação de serem corruptos. Em muitas áreas onde o BJP forma o governo local, os policiais são conhecidos por não serem neutros e muitas vezes estarem ao lado de radicais hindus. Quando os cristãos querem registrar uma queixa, a polícia local se recusa a aceitá-la na maioria das vezes. Os policiais também têm uma reputação de brutalidade, batendo em cristãos que estão sob custódia.

De acordo com a World Christian Database (WCD), a maior religião do país é o hinduísmo. O hinduísmo domina a Índia há séculos (começou a se desenvolver entre 500 e 300 a.C.). Os radicais hindus ganharam impulso desde o início da década de 1990. Seu objetivo final é tornar a Índia de um país secular (conforme definido pela constituição do país) em um país onde o hinduísmo é a religião do Estado.

Ao longo dos anos, radicais hindus realizaram numerosos ataques violentos contra todas as minorias religiosas não-hindus. Houve pouca ou nenhuma proteção contra esses ataques das autoridades locais, estaduais ou nacionais.

Em agosto de 2016, a Bolsa Evangélica da Índia relatou 134 incidentes violentos contra os cristãos na primeira metade do ano. A administração do primeiro-ministro Modi se recusa a falar contra essa violência, o que resulta em um aumento constante do nível de impunidade.

A segunda maior religião na Índia é o islamismo. Isso pode parecer uma minoria sem importância até você perceber que a Índia é o país com a segunda maior população muçulmana na Terra – apenas a Indonésia tem mais muçulmanos. A Índia é o lar de mais muçulmanos do que os vizinhos Paquistão e Bangladesh.

O cristianismo é a terceira maior religião na Índia. O maior grupo de cristãos na Índia está nas comunidades cristãs não-tradicionais. Em seguida, vêm as chamadas etno-religiões: religiões tribais tradicionais anteriores à chegada do hinduísmo e do budismo no país. 

Por último, está o budismo, que se originou na Índia antiga em algum momento entre os séculos 6 e 4 a.C., de onde se espalhou por grande parte da Ásia. A perseguição na Índia é extremamente violenta e a violência aumentou em relação os últimos anos. O número de incidentes relatados de novembro de 2016 a outubro de 2017 é muito alto, mas muitos incidentes não são relatados na mídia ou registrados pelos pesquisadores.

Nesse mesmo período, pelo menos 8 cristãos foram mortos por expressar sua fé e pelo menos 34 igrejas (domésticas) foram atacadas e danificadas, enquanto em Goa mais de 100 túmulos foram danificados. Mais de 600 cristãos foram detidos na Índia. De acordo com informações de parceiros da igreja, quase 24 mil cristãos foram atacados fisicamente.

Pelo menos 14 casas ou propriedades de cristãos foram atacadas e danificadas. Pelo menos 336 cristãos foram forçados ao fugir de suas casas. Em todos os casos, os números reais devem ser muito maiores.

•    Há uma ênfase crescente no hinduísmo nas escolas. Ore por sabedoria aos pais cristãos para que saibam orientar seus filhos a permanecerem firmes na palavra de Deus e no amor de Jesus.

•    Ore pelos governantes para que eles respeitem as minorias religiosas e promovam a igualdade entre os cidadãos da Índia.

•    Clame ao Senhor por união entre as igrejas. Ore repreendendo o inimigo que promove contentas dentro das igrejas usando o sistema de castas. Que os irmãos vivam os valores do Reino dos céus e não os valores deste mundo.
 

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