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República Árabe do Egito

República Árabe do Egito

  • Fonte de Perseguição: Opressão islâmica
  • Capital: Cairo
  • Região: Oriente Médio
  • Lider: Abdel Fattah al-Sisi
  • Governo: República
  • Religião: Islamismo, cristianismo
  • Idioma: Árabe
  • Pontuação: 70

POPULAÇÃO
MILHÕES

POPULAÇÃO CRISTÃ
MILHÕES

O Egito é um país extremamente importante na região devido à sua localização estratégica, seu tamanho territorial e populacional e por sua influência histórica e diplomática. A igreja no Egito também é de suma importância, uma vez que a presença cristã no país representa a maior população cristã sobrevivente da região. Ao longo do século 20, parece que as visões concorrentes do estado egípcio têm competido pelo domínio no país. Uma visão (avançada pelo exército e estabelecimento político) enfatiza mais o nacionalismo em oposição à religião, enquanto, por outro lado, os islâmicos, incluindo a Irmandade Muçulmana, querem tornar a religião o fundamento e o elemento central da identidade egípcia. Ambas as visões ofereceram aos cristãos egípcios pouco ao que se refere em direitos e segurança e, à medida que a concorrência entre esses dois campos se desenrola, os cristãos egípcios são frequentemente apanhados no fogo cruzado político, e forçados a fazer escolhas difíceis. O alto nível de analfabetismo, estagnação econômica e pressão demográfica também significam que – independentemente da dispensa política no país – a sociedade egípcia continua a ser suscetível à influência das versões mais radicais e intolerantes do islã que são particularmente atraentes para os jovens e os pobres.

Geograficamente, os cristãos residem em todo o país, com maior concentração no Alto Egito e nos subúrbios do Cairo e Alexandria. A igreja está sob constante pressão e os cristãos gozam de direitos e liberdade muito limitados. Os cristãos no país enfrentam múltiplos desafios, incluindo:

• Ataques violentos de militantes islâmicos radicais dirigidos a cristãos e igrejas.

• Discriminação pela sociedade (islâmica).

• Roubo de terra e desapropriação.

• Repressão e leis discriminatórias impostas pelo estado.

Depois de servir como presidente por três décadas (de 1981 a 2011), Hosni Mubarak foi forçado a renunciar após quase três semanas de intensos protestos na Praça Tahrir do Cairo, tornando-se assim um dos ditadores do Oriente Médio varridos durante a Primavera Árabe. Os manifestantes apresentaram demandas por mais liberdade política e expressaram o descontentamento da população com a situação social e econômica do país. Em junho de 2012, após uma breve transição durante a qual o Conselho Supremo das Forças Armadas governou o país, Mohamed Morsi, um político que costumava ser membro sênior da Irmandade Muçulmana, ganhou as eleições presidenciais (com 52% dos votos). Uma vez no poder, ele assumiu poderes executivos ditatoriais que alienaram muitos egípcios.

As manifestações populares foram organizadas por um grupo chamado Tamarrod que gozava do apoio da polícia, do exército, dos empresários e das figuras religiosas cristãs proeminentes. Em última análise, o exército interveio e expulsou o presidente Morsi alegando que não havia respondido satisfatoriamente às demandas do povo egípcio. O exército adotou seu próprio roteiro de transição que culminou com a adoção de uma nova Constituição e a realização de novas eleições parlamentares e presidenciais.

No final do processo, o marechal de campo Abdul Fattah al-Sisi emergiu como o novo homem forte egípcio. Al-Sisi foi o ministro da Defesa durante o governo de Morsi e ele era a principal figura por trás da expulsão de Morsi. Ele foi saudado por alguns como um herói que salvou o Egito das garras da Irmandade Muçulmana, enquanto outros afirmam que seu governo é um sinal claro do retorno do Egito aos velhos tempos de autocracia apoiados pelo exército. Uma vez que a nova Constituição foi adotada, al-Sisi se candidatou para presidente como civil e – dado o culto da personalidade que foi construído em torno dele antes das eleições – não era surpreendente que ele ganhasse as eleições com esmagadora maioria. Após a ascensão de Al-Sisi ao poder, houve uma repressão em larga escala contra a Irmandade Muçulmana.

Desde a ascensão de al-Sisi ao poder, muitos dos líderes maiores da Irmandade Muçulmana, incluindo Morsi, foram detidos, perseguidos e condenados à morte ou a prisão perpétua. Essas medidas têm polarizado profundamente a sociedade egípcia, uma vez que a Irmandade Muçulmana é popular entre um grande segmento da sociedade egípcia. Enquanto o Presidente al-Sisi procura normalizar a situação política no Egito e começa a recuperar a economia egípcia com generosa ajuda financeira dos sheiks do Golfo Árabe, ao mesmo tempo em que ele enfrenta os desafios da estabilização da segurança situação e lidera uma guerra contra grupos islâmicos radicais ativos no deserto do Norte do Sinai.

Em suma, parece que o Egito está de volta ao quadro que viveu nos dias de Hosni Mubarak. Não se pode deixar de sentir uma sensação de déjà vu ao notar que outro homem forte militar está mais uma vez contra a Irmandade Muçulmana e enfrentando uma insurgência armada por militantes islâmicos radicais. O regime do presidente al-Sisi quer se projetar como garantia de estabilidade, ordem e segurança para os cristãos. A administração parece determinada a enfrentar a crescente islamização do Estado que se acelerou sob a liderança do presidente Morsi e da Irmandade Muçulmana. Ao mesmo tempo, existe o risco de que segmentos da Irmandade Muçulmana e seus defensores, que se sintam prejudicados por sua perda de poder e a perseguição que enfrentam, possam se tornar mais radicalizados e se juntarem a grupos islâmicos militantes subterrâneos em grande número. Tais desenvolvimentos poderiam levar a maior polarização da sociedade no Egito e poderiam representar um risco sério para a estabilidade da nação e a segurança dos egípcios cristãos por um período maior. A revolução contra o regime de Mubarak começou com o descontentamento com a situação socioeconômica do país, promovida principalmente pela juventude urbana.

Cerca de 40% da população vive abaixo da linha de pobreza com menos de 2 dólares por dia e o Egito é também um dos nove países com maiores taxas de analfabetismo no mundo, sendo que 30% dos adultos são analfabetos. A administração do presidente al-Sisi embarcou em um plano ambicioso para revitalizar a economia egípcia e criar o crescimento econômico e aumentar a taxa de empregos. Inicialmente, o plano do governo encontrou muitos apoiadores internacionais, especialmente dos países ricos em petróleo do Golfo, mas as crises políticas e de segurança no Egito e nas regiões vizinhas parecem ter frustrado esses esforços.

O cristianismo tem conexões muito próximas do Egito voltando ao nascimento de Jesus Cristo (Mateus 2.14-15). Tradicionalmente, acredita-se que foi o apóstolo Marcos quem estabeleceu a primeira igreja em Alexandria. O Egito também foi um dos primeiros lugares em que o monaquismo cristão (movimento que criou a vida em monastérios) emergiu como uma parte importante da vida da igreja. Apesar de ter sido cortado de outros países cristãos há séculos, os cristãos coptas permaneceram resistentes e autônomos: "Desde que rompeu com a Igreja Oriental no século 5 (devido a desentendimentos sobre a natureza da Trindade), a Igreja Ortodoxa Copta manteve sua autonomia e seus cultos permaneceram basicamente inalterados". A invasão árabe no século 7 interrompeu o crescimento do cristianismo no Egito.

No século 17, a Igreja Católica Romana entrou no Egito através da atividade missionária dos Capuchinhos e dos Jesuítas. Em 1847, os anglicanos começaram a trabalhar no país, seguidos pela Igreja Presbiteriana Reformada Associada, com sede nos Estados Unidos, em 1854. Muitos outros grupos e missionários independentes seguiram, sendo a Igreja Metodista Livre em 1899 a mais notável. As guerras em 1956 e 1967 interromperam o trabalho dos protestantes, muitos dos quais foram obrigados a deixar o país à medida que o governo se tornava cada vez mais hostil aos missionários vindos do Ocidente.

Além da maioria da Igreja Copta Ortodoxa (uma das igrejas mais antigas do mundo), atualmente existem muitas outras denominações no país. De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, algumas das igrejas egípcias notáveis incluem: armênio apostólico, católico (armênio, caldeu, grego, melkita, romano e sírio), maronita, ortodoxa (grega e síria), anglicana/episcopalista, presbiteriana, batistas, adventistas do sétimo dia, revivificação da santidade (Nahdat al-Qadaasa), fé (Al-Eyman), Igreja de Deus, Igreja Modelo Cristã (Al-Mithaal Al-Masihi), Apostólica, Graça (An- Ni'ma), Pentecostal, Graça Apostólica, Igreja de Cristo, Missionário do Evangelho (Al-Kiraaza bil Ingil) e a Igreja da Mensagem da Holanda (Ar-Risaça). Há também uma pequena comunidade de cristãos ex-muçulmanos.

O islamismo é a religião dominante no Egito. Cerca de 90% da população egípcia é muçulmana e praticamente todos os muçulmanos egípcios são muçulmanos sunitas. Embora o cristianismo tenha raízes profundas no Egito, voltando séculos antes do advento do islamismo no Norte da África, os cristãos são geralmente marginalizados e tratados como cidadãos de segunda classe no Egito moderno. Especialmente com o surgimento de interpretações mais radicais do islamismo, a pressão sobre os cristãos tem aumentado nas últimas décadas.

O presidente al-Sisi convocou os estudiosos da Universidade Al-Azhar (considerado o mais antigo e prestigiado centro de estudos islâmicos avançados entre muçulmanos sunitas) para combater o radicalismo e introduzir reformas no ensino islâmico. Em áreas rurais e empobrecidas em particular, os imãs radicais e os gêneros de islamismo menos tolerantes estão crescendo em proeminência. O governo está fazendo esforços para reverter essa tendência, mas não tem sido muito bem sucedido até agora. No período de relatório da Lista Mundial da Perseguição 2018, o ambiente voltou a tornar-se perigosamente hostil para os cristãos no Egito e muitos cristãos coptas perderam a vida em uma série de assassinatos individuais e ataques em grande escala em 2017.

Além do cristianismo e do islamismo, outras religiões e sistemas de crenças não têm seguimento significativo e têm um número insignificante de adeptos. De acordo com a World Christian Database, todas as outras religiões e sistemas de crenças como o hinduísmo, o judaísmo e o ateísmo têm cada um menos de adeptos em um país com uma população total de 83,9 milhões de pessoas.

O Estado Islâmico, em particular no Egito, prometeu fazer guerra contra os cristãos e encenou diversos ataques violentos contra estes em muitas partes do país. Além dos grupos islâmicos fanáticos e da sociedade em geral, a baixa consideração que o Estado egípcio tem pelos direitos fundamentais, incluindo a liberdade de religião - bem como a prevalência da corrupção no país - contribui para a perseguição dos cristãos.

Os cristãos egípcios enfrentam perseguição de várias maneiras. Os cristãos ex-muçulmanos têm grandes dificuldades em viver a fé, pois enfrentam uma enorme pressão da família para retornar ao islã e o Estado também torna quase impossível para eles obter algum reconhecimento oficial da conversão. Os cristãos também enfrentam dificuldades em construir ou encontrar um lugar de culto. As dificuldades vêm tanto das restrições regulatórias e administrativas do estado quanto da hostilidade e violência que ocasionalmente tem como alvo os locais de culto cristãos. Os cristãos também enfrentam discriminação e abuso, especialmente mulheres cristãs, em seus locais de trabalho. O ensino de imãs extremistas que incitam hostilidade e violência contra os cristãos também aumenta a perseguição aos cristãos. Além disso, em 2016, vários ataques causaram a morte e lesões de vários cristãos.

Os funcionários do governo, bem como os que pertencem a vários ramos do sistema de segurança no Egito, são as principais fontes de perseguição no país. A administração do presidente Abdel Fattah al-Sisi está tentando reforçar seu apoio com a maioria da população e manter o poder. Assim, apesar de suas promessas, o governo realmente manteve restrições existentes sobre a liberdade de religião dos cristãos egípcios. Os líderes da igreja no Egito também são constantemente monitorados e sob vigilância pelo Estado.

A violência contra os cristãos no Egito tornou-se mais visível na mídia. Por um lado, os ataques de militantes dirigidos a cristãos aumentaram em termos de frequência e mortalidade, mas, por outro lado, houve uma queda na violência causada por pessoas comuns e houve um número menor de cristãos presos. As ameaças e ataques de extremistas foram encenados para aterrorizar a comunidade cristã e perturbar as atividades das igrejas.

•    Ore para que o governo egípcio respeite as leis de liberdade religiosa garantidas pela Constituição.

•    Que a hostilidade e perseguição contra os cristãos seja minimizada e que eles possam viver sua fé de maneira livre e segura.

•    Que a igreja de Cristo continue crescendo e sendo sal e luz aos egípcios. 

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