A República do Djibuti

A República do Djibuti

  • Fonte de Perseguição: Opressão islâmica
  • Capital: Djibuti
  • Região: África Subsaariana
  • Lider: Ismail Omar Guelleh
  • Governo: República semipresidencialista
  • Religião: Islamismo
  • Idioma: Francês, árabe, somali, afar
  • Pontuação: 56

POPULAÇÃO
MIL

POPULAÇÃO CRISTÃ
MIL

A posição da igreja é vulnerável. Devido ao interesse da comunidade internacional em ter um Djibuti estável como um parceiro forte para a segurança regional, é provável que a repressão política e outras formas de violações dos direitos humanos sejam “esquecidas” em troca de uma estabilidade interna permanente. Isso poderia enfurecer a população e fomentar níveis alarmantes de sentimento antigoverno em todo o país. 

Isso também poderia ter um impacto negativo sobre os cristãos, já que o governo do Djibuti pode muito bem reprimir todos os grupos que não estão sob seu controle direto. Ou os grupos muçulmanos poderiam radicalizar e culpar os cristãos – como supostamente associados do Ocidente – pelo apoio ao regime e pela defesa da sua natureza repressiva. O fato de os países vizinhos terem se tornado um ponto-chave para a radicalização, o futuro do Djibuti também dependerá do desenvolvimento dos outros países da região.

Além disso, as atitudes do governo em relação aos não-muçulmanos são geralmente de tolerância e respeito, mas a animosidade social para com os cristãos está aumentando. Embora o proselitismo não seja tecnicamente ilegal, é desencorajado. A conversão do islã ao cristianismo é fortemente desencorajada e mesmo o interesse pela conversão pode levar à perseguição intensa.

NOTAS SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL

• A maioria dos djibutianos é constituída de muçulmanos sunitas conservadores e têm fortes laços familiares na Somália e no Iêmen. Essas famílias não toleram qualquer conversão para outra religião.

• Alguns imãs (líderes muçulmanos) estão usando sermões da sexta-feira para ridicularizar os cristãos e o cristianismo.

• Os cristãos - especialmente os ex-muçulmanos - enfrentam dificuldades em suas interações sociais.

Djibuti tornou-se independente da França em 1977. Após anos de guerra civil (1991-2000), as primeiras eleições livres multipartidárias ocorreram em 2003. No entanto, o partido no poder efetivamente obteve o controle de todos os níveis de poder do Estado e o país já não tem sistema eleitoral democrático. O presidente Guelleh tomou posse em 8 de maio de 2016 após sua reeleição em abril de 2016.

O Djibuti é um país de contrastes. Por um lado, fez progressos consideráveis no desenvolvimento de seu setor portuário, econômico e bancário, tornando-o atraente para investimentos estrangeiros em negócios e na indústria bélica. Por outro lado, é provável que o país continue enfrentando desafios como altas taxas de desemprego, falta de trabalhadores qualificados, seca crônica e insegurança alimentar, altos custos de eletricidade e instituições governamentais imaturas e subdesenvolvidas. 

Essa combinação de fatores já está levando à pobreza e à tensão política; existe a necessidade de políticas governamentais mais inclusivas, uma distribuição mais equitativa das receitas em toda a população, uma reforma na infraestrutura energética uma diminuição significativa da corrupção dentro da elite governante. No Djibuti, essas questões, como observadas em muitas partes da África, são agravadas pelo excesso de jovens, particularmente afetados pelo alto desemprego. Espera-se que as tendências descritas conduzam a uma continuação de ações repressivas, mantendo a sociedade de Djibuti alinhada aos interesses da elite.

Atualmente, a sociedade djibutiana favorece a democracia, combinada com o compromisso do governo em apoiar o islamismo moderado e combater o radicalismo, como forma de proteção contra o surgimento do radicalismo islâmico no país. No entanto, o interesse generalizado em uma política mais liberal poderia muito bem desestabilizar o sistema político atual. No passado, o presidente Guelleh respondeu à agitação civil antigoverno com uma mistura de movimentos liberais superficiais e ações repressivas de natureza bastante autocrática.

O cristianismo foi introduzido no país após a chegada dos franceses em 1883 (o país foi nomeado Somalilândia Francesa em 1894). A Igreja Católica Romana enviou seu primeiro sacerdote da Arábia para Djibouti em 1883. Em 1940, a Igreja Reformada da França foi estabelecida. A Igreja Ortodoxa de Tewahedo da Etiópia também estabeleceu congregações no país. As igrejas protestantes francesas, católicas e ortodoxas etíopes representam o único testemunho cristão ativo reconhecido pelo governo. A rádio cristã e a televisão por satélite são transmitidas em francês.

O Djibuti é um país de maioria muçulmana sunita. De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, mais de 90% da população são muçulmanos. A presença cristã é dividida em várias denominações: católicos romanos, protestantes, ortodoxos etíopes, ortodoxos gregos e uma pequena comunidade de ex-muçulmanos convertidos. 

O fato de que o país é esmagadoramente de maioria sunita cria um ambiente em que outras minorias religiosas – incluindo os cristãos – são muitas vezes tratadas injustamente.

Aproximadamente 60-65% da população são somalis étnicos da tribo Issa. A maior parte do restante é de descendência de Afar, juntamente com uma pequena minoria de etnias, iemenitas e etíopes, a maioria dos quais estrangeiros.

Funcionários do governo, membros da família, líderes comunitários e alguns líderes muçulmanos são importantes impulsionadores da perseguição no Djibuti. O governo do presidente atual procura controlar todos os aspectos da sociedade sufocando liberdade de associação, liberdade de religião e liberdade de expressão.

Uma das razões, pelas quais a situação dos cristãos no Djibuti é precária, é a localização geográfica do próprio país. Djibuti está localizado no Chifre de África e é cercado por países voláteis e com governos repressivos como Eritreia, Somália e Iêmen. Atua como uma zona de trânsito para o pensamento islâmico radical e os jihadistas.

A Constituição de Djibuti declara que o islamismo é a religião do Estado. Todas as leis e políticas no país são moldadas pela lei sharia (conjunto de leis islâmicas) e qualquer lei ou política inconsistente com a Sharia é nula e sem efeito. Todas as comunidades cristãs do país enfrentam dificuldades. No entanto, o nível de perseguição que os cristãos ex-muçulmanos enfrentam é imenso e vem tanto da comunidade local como de seus próprios membros da família. Esconder a fé é um meio de proteção, mas o estilo de vida comum faz isso ser muito difícil.

Se alguém se converte ao cristianismo ou há rumores de uma possível conversão, essa pessoa perderá quaisquer direitos de herança e também poderá ter dificuldade em reivindicar a custódia de qualquer criança. Eles são monitorados por suas famílias, pessoas da mesquita e outros membros da comunidade. Além disso, as autoridades locais não protegem adequadamente os cristãos se forem atacados.

•    Agradeça a Deus pela igreja cristã no país que, apesar de forte perseguição, continua fiel a Deus e testemunhando de Jesus.

•    Ore para que haja estabilidade política e social no Djibuti, para que a perseguição aos cristãos minimize e a igreja de Jesus cresça no país.

•    Peça ao Senhor que líderes muçulmanos, que incitam o ódio aos cristãos, se convertam e sejam transformados.

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