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Brunei Darussalam

Brunei Darussalam

  • Fonte de Perseguição: Opressão islâmica
  • Capital: Bandar Seri Begawan
  • Região: Sudeste Asiático
  • Lider: Hassanal Bolkiah
  • Governo: Monarquia islâmica (sultanato)
  • Religião: 78% islamismo, 8% cristianismo, 7% budismo
  • Idioma: Malaio, inglês e chinês
  • Pontuação: 64

POPULAÇÃO
MIL

POPULAÇÃO CRISTÃ
MIL

Por medo de que os muçulmanos possam se desviar de suas raízes, as celebrações de Natal foram banidas em 2015 e 2016 em todo o Brunei. A proibição incluiu o uso de símbolos religiosos, como cruzes, iluminação de velas, até a colocação de árvores de Natal, cantar canções religiosas em público e enviar saudações de Natal. A punição por violação foi uma pena de cinco anos de prisão. As limitações crescentes deixam claro para as igrejas que especialmente a geração jovem precisa crescer com uma fé cristã forte e perseverante.

O sultão, Hassanal Bolkiah, favoreceu a democratização do governo de Brunei (embora o país ainda esteja longe de qualquer democratização real) e se autodeclarou primeiro ministro e presidente. Brunei quer ser um centro de excelência islâmica: a lei da Sharia foi totalmente implementada em assuntos civis e religiosos para todos os muçulmanos mesmo antes da independência do país em 1984 e o governo segue um plano de islamização entre os povos tribais parcialmente cristãos, em parte animistas, um movimento chamado dawah (evangelismo islâmico).

NOTAS SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL

Os sultões mantiveram o poder absoluto no país há mais de 600 anos. Todos os cargos importantes são detidos pelo próprio Sultão, seja primeiro ministro, ministro das Finanças, ministro do Interior, ministro das Relações Exteriores e do Comércio, ministro da Defesa ou chefe de religião. As pessoas o reverenciam profundamente e o respeitam. Qualquer crítica é impensável e, de fato, não é muito provável, pois os cidadãos o valorizam e não o culpam pela situação econômica. Não há eleições populares e o Conselho Legislativo funciona de forma meramente consultiva. Em meio à perseguição aos cristãos, cada vez mais jovens cristãos estão contemplando um futuro no exterior.

Brunei

Brunei

A influência do sultanato atingiu o pico entre os séculos 15 e 17 quando seu controle se estendeu sobre as áreas costeiras do Noroeste de Bornéu e do Sul das Filipinas. O Brunei posteriormente entrou em um período de declínio provocado por conflitos internos sobre a sucessão real, expansão colonial das potências europeias e pirataria.

Em 1888, tornou-se um protetorado britânico; A independência foi alcançada em 1984. A mesma família governou o Brunei há mais de seis séculos. O país se beneficia de extensos campos de petróleo e gás natural, fonte de um dos maiores PIBs per capita do mundo.

SITUAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL ATUAL

O sultão governa como monarca absoluto, sendo chefe de Estado, mas também simultaneamente primeiro-ministro, ministro das Finanças, ministro do Interior, bem como de Defesa e chefe de religião. Por isso, todo o poder está concentrado em suas mãos. O povo do Brunei respeita profundamente o sultão.

O sultão atual, Hassanal Bolkiah, introduziu estudos religiosos islâmicos obrigatórios em todas as escolas. Mas, mais importante ainda, ele anunciou a introdução da sharia no direito penal, a chamada lei "Hudud", em outubro de 2013. Em 2014, o Brunei decretou o novo Código Penal da Sharia, que é também aplicável aos não muçulmanos e que inclui delitos que levam à pena de morte. A segunda fase deveria ser implementada em 2015, mas foi adiada. O governo planejava impor a 2ª fase desta lei islâmica em 2017.

Apesar da recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) no final do primeiro trimestre de 2016, o caminho do Brunei para a diversificação econômica continua sendo um desafio. No final do primeiro trimestre de 2016, o PIB do país registrou crescimento de 3,2% em relação ao ano anterior, onde a economia diminuiu 5,2%. No entanto, ao mesmo tempo, outras áreas do setor industrial apresentaram crescimento negativo, possivelmente devido a cortes nos gastos do governo. Embora tenha sido publicado um plano de desenvolvimento "Visão Brunei 2035" com o objetivo de construir vários setores econômicos, há pouco a mostrar até agora. Em vez de se concentrar nos esforços para fortalecer setores fora do setor de petróleo e gás, o Brunei optou por produzir ainda mais petróleo.

Com cerca de 70-80% dos cidadãos do país empregados pelo governo ou instituições ligadas ao governo (conforme relatado pela FT Confidential Research), há uma esperança limitada para uma expansão econômica impulsionada internamente. Essa desaceleração da economia é o principal motivo para que a geração mais nova procure cada vez mais oportunidades no exterior.

Mais e mais restrições são gradualmente estabelecidas e elas se aplicam a toda população. Por exemplo, durante o Ramadã todos os restaurantes (incluindo estabelecimentos não muçulmanos) devem fechar. Além disso, todos os restaurantes (incluindo hotéis) devem fechar todas às sextas-feiras, das 12 horas às 14 horas durante as orações de sexta-feira. Além disso, todos os dias, às 5 horas, todo o país está parado. Os muçulmanos e os não-muçulmanos devem parar o que estão fazendo para dar tempo ao ritual de oração islâmica.

As atividades missionárias aleatórias dos comerciantes portugueses no século 16 falharam e foi somente em 1846 que a "Missão da Igreja de Bornéu" foi fundada e criou uma congregação da igreja anglicana. A Igreja Católica Romana está presente no país há mais de um século; igrejas protestantes independentes chegaram mais tarde.

REDE ATUAL DE IGREJAS

Três igrejas católicas romanas e duas igrejas anglicanas são oficialmente reconhecidas. Várias congregações protestantes não reconhecidas existem. O processo de registro é muito difícil e, mesmo para as igrejas existentes, é quase impossível obter permissão para a construção de extensões. Também é importante notar que existe uma lei em Brunei que proíbe a reunião não autorizada de mais de 5 pessoas. Outras denominações incluem a Igreja Evangélica de Bornéo, a Igreja Metodista e a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Porém, mesmo as igrejas registradas enfrentam problemas. Na capital Bandar Seri Begawan, o governo proíbe acesso em certas ruas aos domingos e todas as estradas que conduzem às igrejas registradas são fechadas para fins "recreativos" das 6h às 13h. Somente aqueles com permissões válidas podem entrar na área perto das duas principais igrejas.

O sultão governante é chefe de religião: o que ele quer, torna-se lei e se ele decide que o islamismo continuará em um caminho mais conservador, as igrejas devem aceitar isso. Os cristãos são livres para adorar, mas eles foram advertidos para não fazê-lo "de forma excessiva e aberta".

Não há grupos extremistas ativos no Brunei e, ao contrário dos vizinhos do Sudeste Asiático, os muçulmanos do Brunei parecem não ter se juntado ao grupo do Estado Islâmico para lutar em países como a Síria e o Iraque. No entanto, o islamismo está se tornando cada vez mais conservador, limitando o espaço para cidadãos não muçulmanos do Brunei. Portanto, a falta de grupos extremistas não significa que os cristãos não estejam sob pressão.

As políticas que favorecem muçulmanos sobre outras religiões são executadas legalmente por todos os oficiais do governo em todos os setores do país. Os líderes dos grupos muçulmanos e étnicos podem pressionar a minoria cristã exercendo sua influência significativa no sultão, que é considerado o protetor e defensor da raça malaia e do islamismo. Os membros da família e os vizinhos podem facilmente trazer problemas e conflitos a igrejas, apenas informando sua existência ao departamento de segurança oficial. As autoridades monitoram e colocam restrições em todas as igrejas (incluindo as registradas).

Os convertidos do islamismo enfrentam perseguição já que a conversão é considerada ilegal e tudo será feito para trazê-los de volta à fé original. As comunidades cristãs não tradicionais não podem ser registradas como igrejas, mas devem ser registradas como empresas, sociedades ou centros familiares. Como tal, elas são tratadas como organizações seculares e são obrigadas a enviar seus relatórios financeiros e operacionais ao governo todos os anos. Toda a sociedade (inclusive os cristãos) é afetada pela introdução contínua das leis islâmicas da sharia, bem como pelo aperto da situação econômica, o que impede que as autoridades sejam tão generosas com pagamentos para atenuar a insatisfação.

Como a conversão do islamismo é ilegal, os convertidos ao cristianismo são separados de seu cônjuge e filhos e o cônjuge forçado a se divorciar do parceiro cristão. Se os convertidos forem identificados pelo departamento de segurança, eles estão ameaçados para retornar à antiga fé.

Alguns cristãos e membros de outros grupos minoritários não têm permissão para serem oficialmente cidadãos do Brunei. Isso leva a um grande grupo de residentes sem nacionalidade e em desvantagem em muitos aspectos.
Especialmente os jovens estão deixando o país à medida que não têm perspectivas para o futuro. Isso também afeta as igrejas, e as potenciais lideranças da próxima geração estão se tornando escassas.

•    Ainda que não haja grupos extremistas no país, existe extremismo muçulmano individual e os cristãos são perseguidos. Ore por eles.

•    A sharia, conjunto de leis islâmicas, é opressiva, principalmente para cristãos, que são constantemente acusados de blasfemar contra islamismo. Esse crime é punível com a morte. Interceda para que essa lei não seja instaurada completamente no país.

•    Coloque diante de Deus a Igreja Perseguida e os cristãos do país. Que eles vivem em unidade de pensamento e espírito, para que o testemunho cristão alcance a todos que os perseguem.
 

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