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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Testemunhos
 
20/2/2007 - 6h44h
"Deus ouviu minhas orações e cuida de nós por meio de vocês"
   
 
Waty com o marido Abe e a filha Rinda  

INDONÉSIA (48º) - É fácil amar Waty. A jovem senhora de 37 anos de idade é calorosa e tem um toque de vulnerabilidade.

Kristiowaty, seu nome completo, é esposa de Abraham "Abe" Bentar, o evangelista condenado a quatro anos e meio de detenção na prisão de Tasikmalaya. Ele foi falsamente acusado de difamar o islamismo. A equipe da Portas Abertas encontrou Kristiowaty umas poucas vezes até hoje, geralmente por ocasião de suas visitas à prisão.

Nascida na cidade de Magelang, na província da Java Central, Waty era a caçula de oito irmãos. Com 1 ano de idade, foi adotada por outra família e transferida para Java Ocidental. "Naquela época, minha mãe ficou viúva. E, após a morte de meu pai, a família não conseguiria prover para minhas necessidades. Portanto, fui dada para uma outra família", explicou. Essa família educou-a como uma muçulmana devota.

Somente aos 17 anos conheceu sua verdadeira família. Ela continuou: "Após o falecimento de minha mãe adotiva, descobri de onde era minha família verdadeira. Voltei para Magelang à procura de meus familiares. Foi muito difícil, mas finalmente encontrei minha mãe biológica".

O primeiro encontro

Sua história de amor teve início quando Waty estava com 19 anos. Em 1989, essa jovem encontrou Abe. O primeiro encontro foi durante uma aula de ginástica. Ela contou-nos: "Meu marido adora dança e ginástica. Naquela ocasião, ele era nosso instrutor de ginástica". O amor floresceu entre os dois.

Ela, timidamente, relatou: "Ele era bonito. Muito diferente de agora. Ele era alto e forte. Agora, por causa de sua doença, ele é pele e osso". Abe sofreu alguns derrames cerebrais e lutava contra a diabete, mesmo antes de ser preso. Ela prosseguiu: "Ele também é inteligente; naquela época, ele era advogado".

O namoro durou apenas cinco meses; eles queriam evitar intrigas por parte dos vizinhos. Ela nos contou: "Abe era viúvo. Sua esposa falecera e deixara-lhe uma criança (educada pela mãe de Abe). Ele é também muito mais velho que eu. Temos uma diferença de 19 anos! Por causa disso, as pessoas começaram a questionar a respeito de sua sinceridade quanto a nosso relacionamento. Quando, finalmente, pediu-me em casamento, as pessoas tranqüilizaram-se, especialmente minha família".

Em 1992 nasceu Rinda Garuda Rahman, sua primeira e única filha.

Uma família transformada por Deus

Durante os primeiros 10 anos de casamento, eles eram conhecidos como uma família muçulmana. Depois, no final da década de 90, a doença de Abe foi curada depois que um pastor orou por ele. Ele decidiu seguir Jesus Cristo e tornou-se um evangelista em tempo integral. Deixou muitas coisas para trás, até mesmo sua carreira de advogado.

Waty, porém, não seguiu seus passos... pelo menos não imediatamente. Ela nos disse: "Eu ainda estava presa ao islamismo. Abe conduzia um grupo de estudos bíblicos uma vez por semana. Eu ainda conduzia as orações do Alcorão, às sextas-feiras, com amigos. Os vizinhos, freqüentemente, ficavam confusos quando nos viam assim divididos quanto à fé".

Waty, certo dia, decidiu estudar a Bíblia passo a passo. A ressurreição de Jesus convenceu-a de que Ele era Deus. Um ano depois da conversão de Abe, ela aceitou Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal.

Ela admitiu: "Cristo nos transformou. Eu era teimosa e tinha 'pavio curto'. Agora aprendi a ser mais obediente e paciente. O Senhor também transformou meu marido".

Waty descreveu o velho Abe como um homem "muito rígido e temperamental, procurando sempre controlar sua esposa". Seu gênio criou muitas dificuldades em seu casamento.

Devagar, porém com firmeza, Deus o transformou paulatinamente. Waty declarou: "Abe mudou muito. Hoje, ele é mais paciente e amoroso".

Os dias sem Abe

Desde sua prisão, em março de 2006, Waty tem de fazer a viagem de ônibus, durante a noite, para Java Ocidental, uma província vizinha, para poder visitá-lo. Por causa da distância, ela somente consegue visitá-lo a cada dois meses, se tanto.

"No começo, eu ficava muito estressada e estava despreparada para enfrentar a realidade. Entretanto, com o passar do tempo, Deus me deu forças. Eu não teria conseguido se estivesse sozinha, sem o Senhor", disse ela, e começou a chorar. "Freqüentemente, acordo durante a noite e oro em meio às lágrimas".

Waty ainda se emociona a cada vez que conversa a respeito de seu marido. Ela declarou: "Sinto muita falta dele. Ele é o chefe da família, quem toma as decisões e nos dá orientação. Converso com ele a respeito de tudo".

Waty é grata pelas lições aprendidas no sofrimento. Disse ela: "Dei-me conta de que Deus está aprimorando nossa família. Ele está moldando Abe para que seja seu servo, preparando-o para ser melhor em seu ministério. Quanto a mim, aprendi a ser mais independente, a não contar tanto com meu marido, como fazia antes. Agora tenho de sustentar minha família sozinha".

Na ausência do provedor da família, Waty conduz um negócio de venda de comida caseira. Portas Abertas dá à família de Abe um apoio financeiro mensal, além de arcar com o aluguel de sua casa pelos próximos dois anos.

"Aprendi muito com esta situação. Deus definitivamente nos ama. Ele nos está transformando a todos para sermos melhores servos para Ele". Ela deu um profundo suspiro e, novamente em lágrimas, continuou: "Eu não sei como, mas Deus ouviu minhas orações e cuida de nós por intermédio de vocês, da Portas Abertas. Muito obrigada".

Waty e Rinda ficaram particularmente felizes com as cartas de encorajamento que vêm recebendo. Disse Waty: "Embora sejam apenas um pedaço de papel, elas me confortaram e me fortaleceram. Muito obrigada".

Pedidos de oração:

Por Abe - Ore para que tenha sabedoria para compartilhar as boas novas na prisão. Ore também por sua saúde e por suas condições psicológicas.

Por sua família - Ore por Waty e Rinda, uma vez que ainda se ajustam a uma vida sem Abe. Ore também por sua perseverança em buscar ao Senhor e servi-lo.

Clique aqui para conhecer mais sobre a história de Abe e participar de uma campanha de cartas de encorajamento.


Tradução: Maria Helena Aranha


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