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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
A Igreja Perseguida no Sudão
30ª posição na Classificação de países por perseguição
 
A Igreja A perseguição Motivos de oração
 
O Sudão é o maior país da África e localiza-se no centro-leste do continente. Seu território divide-se em duas regiões bem distintas: uma área desértica ao norte e uma área de savanas e florestas tropicais ao sul.

O islã predomina no Norte, enquanto tradições tribais (animismo) e o cristianismo prevalecem no Sul.

História

Conflitos entre o Egito, o Sudão, a Etiópia e a Grã-Bretanha deram origem a um domínio anglo-egípcio na região em 1899. Tal domínio sobreviveu às duas Guerras Mundiais e adentrou na década de 50, quando o crescente sentimento nacionalista levou o Sudão à sua completa independência em 1956.

Após obter sua autonomia, o país foi devastado por uma guerra civil que começou em 1983 e dura, de certa forma, até hoje. O estopim foi a introdução da sharia (lei islâmica) em todo o território sudanês.

Isso desagradou o sul do país, habitado por cristãos e animistas, que se revoltou contra o norte, de maioria muçulmana, e procura a separação do restante do país.

O governo, localizado no norte, não aceita a separação, uma vez que as riquezas naturais do país, como o petróleo, se encontram no sul do Sudão.

O conflito entre o norte e o sul já causou a morte de 1,5 milhão de pessoas.

Diálogos entre os rebeldes e o governo levaram a um acordo de paz em janeiro de 2005. O acordo dava ao sul do Sudão uma autonomia de seis anos. Terminado esse prazo, será realizado um referendo sobre a independência da região (em 2010 ou 2011).

Darfur

A dinâmica do conflito em Darfur, oeste do país, se tornou mais complexo durante 2007, quando facções militares e rebeldes proliferaram. Diálogos de paz, realizados na Líbia, foram embaraçados por grupos chaves, que se recusavam a participar. Segundo a ONU, essa é a pior crise do mundo.

Pobreza

O Sudão é um dos países mais pobres do mundo e os cristãos são os que se encontram em pior situação. Os combatentes desalojam a população civil, roubam os rebanhos e incendeiam vilarejos. Além disso, terras férteis estão improdutivas em função da constante movimentação da população que foge das áreas de conflito.

Apesar dos esforços realizados pelo Programa de Alimentação Mundial das Nações Unidas, pouca ajuda chega aos refugiados famintos. Tal situação é explicada em parte pela atitude constante do governo de Cartum de reter as remessas humanitárias como retaliação aos ataques das forças rebeldes. Além disso, muitas tropas rebeldes acabam distribuindo os alimentos para seus próprios soldados, contribuindo para o desvio dos alimentos.


A Igrejavoltar ao topo

Missionários cristãos converteram todo o Sudão por volta do século VI, mas forças islâmicas subjugaram completamente os reinos cristãos nos séculos XIII e XIV.

Atualmente, o país é lar de oito milhões de cristãos, mais de 20% da população. A existência da Igreja no sul tem sido ameaçada pela influência do governo islâmico de Cartum. No sul, onde estão 5,5 milhões de cristãos, as religiões tradicionais africanas - em especial a bruxaria - também ameaçam o cristianismo.

Apesar da intensa perseguição, os cristãos sudaneses têm sido capazes de realizar ministérios significativos e de crescer em meio ao sofrimento. Católicos, episcopais, e a Igreja de Cristo no Sudão viram pessoas significativas se voltando a Cristo. Cruzadas evangelísticas têm sido realizadas na capital, e as igrejas têm se multiplicado rapidamente no sul. Apesar do risco substancial, diversas organizações estrangeiras oferecem ajuda humanitária, literatura e treinamento para a Igreja sudanesa.


A perseguiçãovoltar ao topo

A Igreja tem sido perseguida durante os últimos 50 anos, especialmente nos Montes Nuba, onde reside a maior parte dos cristãos.

Apesar do acordo de paz, o governo islâmico influencia a população, que se volta contra a evangelização e conversão de muçulmanos.

No sul, onde vive boa parte dos cristãos sudaneses, o que preocupa a Igreja é um movimento rebelde da Uganda, chamado de Exército de Resistência do Senhor. Esse grupo costuma atacar vilas no sul do país, onde fica a fronteira entre os dois países.

No entanto, nos últimos sete anos, tem se notado que os incidentes de violência contra cristãos têm diminuído.

Agnes, uma cristã de 32 anos, lembra-se de como os dias eram mais difíceis durante o auge da guerra civil.

A guerra civil alcançou a vila de Agnes em 1993. Naquele tempo, ela estava grávida. Sem opção, seu marido e ela fugiram para a floresta. Lá, construíram uma cabana de palha e barro, preparando-se para a chegada do bebê.

Mas os dias de paz não duraram muito. O conflito adentrou a floresta e levou o casal a fugir mais uma vez. Eles se dirigiram às montanhas e viveram lá durante seis anos.

Foi só em 1999 que Agnes e o marido voltaram para a vila que habitavam antes da guerra. Tanto a casa deles como a igreja haviam sido queimadas. Mais uma vez, o casal construiu sua casa.

Atualmente, Agnes tem dois filhos, um garoto de 14 anos e uma menina de quatro anos. Ela é presidente do grupo de mulheres da igreja de seu marido, liderando 12 cristãs.


Motivos de oraçãovoltar ao topo

1. A fome e as doenças dificultam o trabalho dos líderes cristãos sudaneses. Se a ajuda internacional fosse totalmente restaurada e os envios alcançassem a Igreja, sua capacidade de evangelizar e conseguir novos convertidos aumentaria substancialmente. Ore para que a Igreja sudanesa obtenha maior ajuda humanitária.

2. A Igreja é atingida pelo conflito militar. Com exceção de uma intervenção militar, parece não haver muita coisa que os outros países possam fazer para interromper a guerra civil no Sudão. Ore e peça que Deus intervenha no país a fim de tornar realidade a paz que a comunidade internacional é incapaz de alcançar.

3. Há falta de líderes preparados na Igreja. Devido à guerra civil e à rápida expansão do cristianismo, a Igreja sudanesa tem carência de líderes treinados e de recursos para o treinamento teológico. Ore para que mais treinamentos possam ser oferecidos a fim de preparar a Igreja para o futuro crescimento.

4. Em julho de 2009 acontecerão as primeiras eleições no país desde a promulgação do acordo de paz, em 2005. Ore para que esse evento raro e de extrema importância transcorra de forma pacífica. Interceda pelo resultado das eleições, que traga liberdade à Igreja sudanesa.


Fontes

- 2008 Report on International Religious Freedom

- Países@

- Portas Abertas Internacional

- The World Factbook


Atualizado em 31/03/2009


 

 
  Dados gerais  
Capital
Cartum 

Governo
República presidencialista, chefiada pelo presidente Umar Hassan Ahmad al-Bashir desde outubro de 1993

População
40,2 milhões (43% urbana)  

Área
2.505.813 km2

Localização

Centro-leste da África 

Idiomas
O inglês e o árabe são os idiomas oficiais

Religião
Islamismo 70%, cristianismo 20%, tradições tribais 10% 

Perseguição
Algumas limitações

Restrições
A Constituição é baseada na lei islâmica, mas não restringe as atividades cristãs. A oposição vem das comunidades e de grupos fundamentalistas

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